ATAQUE

Embaixada dos Estados Unidos, em Bagdá, é atacada com míssil

O fato aconteceu menos de 48h após a morte do general Qasem Soleimani, depois de uma explosão feita a mando do presidente dos Estados Unidos

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 04/01/2020 às 17:03
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Foto: Ahmad Al-Rubaye/AFP
O fato aconteceu menos de 48h após a morte do general Qasem Soleimani, depois de uma explosão feita a mando do presidente dos Estados Unidos - FOTO: Foto: Ahmad Al-Rubaye/AFP
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Atualizada às 19h45

Dois ataques visaram, quase simultaneamente, neste sábado (04), a Zona Verde de Bagdá e uma base aérea iraquiana que abriga soldados americanos ao norte da capital, informaram autoridades dos serviços de segurança. Dois morteiros caíram na Zona Verde, onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos, atacada na terça-feira por milhares de combatentes e partidários pró-Irã, informaram autoridades da segurança do Iraque e da Zona Verde.

No mesmo momento, menos de 100 quilômetros ao norte, dois foguetes Katyusha caíram na base aérea de Balad, que abriga soldados e aviões americanos, segundo fontes da segurança no local. De acordo com o comando militar iraquiano, os ataques não fizeram vítimas.

Logo após esses disparos, drones americanos sobrevoaram a base para missões de reconhecimento, acrescentaram as fontes.

Os Estados Unidos enviaram soldados adicionais esta semana para proteger seus diplomatas e soldados no Iraque, onde o sentimento antiamericano, alimentado pelos pró-iranianos, explodiu com o assassinato na sexta-feira em Bagdá do poderoso general iraniano Qassem Soleimani e do seu braço-direito, Abu Mehdi Al Mouhandis.

Os apelos por "vingança" estão aumentando em Bagdá e em Teerã, enquanto os americanos já consideram há vários meses as facções armadas pró-Irã no Iraque uma ameaça mais perigosa do que os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Desde o final de outubro, treze ataques com foguetes atingiram os interesses americanos no Iraque, matando um americano terceirizado em 27 de outubro em uma base no centro do país. Nenhum ataque foi reivindicado, mas Washington acusa as facções pró-Irã da Hachd al-Shaabi - uma coalizão paramilitar integrada ao Estado iraquiano - de serem responsáveis.

Morte do general Qasem Soleimani

Esta ação aconteceu 48h depois da morte do comandante da Força Al Quds, o general Qasem Soleimani. Ele foi assassinado por uma explosão provocada por um drone, a mando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

>>  Conheça Soleimani, o general do Irã morto em ataque ordenado por Trump

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