Ásia

Roubo de papel higiênico a mão armada é consequência do coronavírus em Hong Kong

Infecção já matou mais de 1.800 pessoas segundo autoridades chinesas

Thiago Wagner Thiago Wagner
Thiago Wagner
Thiago Wagner
Publicado em 17/02/2020 às 21:20
Notícia
SONNY TUMBELAKA / AFP
SONNY TUMBELAKA / AFP
Leitura:

A polícia de Hong Kong investiga o caso de ladrões que roubaram centenas de rolos de papel higiênico a mão armada, em uma cidade onde os moradores correram às lojas para se abastecer com medo da escassez causada pelo novo coronavírus - a doença já matou mais de 1.800 pessoas.

>> Número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil continua em três

>> Infectados por coronavírus em Cingapura chegam a 77

>>  Anvisa descarta suspeita de coronavírus em navio no Porto de Santos

>> Taiwan tem a primeira morte registrada por coronavírus

Há cerca de dez dias, encontrar papel higiênico se tornou difícil em Hong Kong, apesar de o governo assegurar que a epidemia de pneumonia viral não afeta o abastecimento.

SONNY TUMBELAKA / AFP
Turistas chineses em Dempassar, na Indonésia - SONNY TUMBELAKA / AFP
ANTHONY WALLACE / AFP
Pedestres usam máscaras durante feriado do Ano Novo Chinês, em Hong Kong - ANTHONY WALLACE / AFP
SONNY TUMBELAKA / AFP
Turistas chineses em Dempassar, na Indonésia - SONNY TUMBELAKA / AFP
Anthony WALLACE / AFP
Casal usando máscaras no metrô de Hong Kong, na China - Anthony WALLACE / AFP
Anthony WALLACE / AFP
Passageiros usando máscaras aguardam por trem na plataforma em Hong Kong - Anthony WALLACE / AFP
Anthony WALLACE / AFP
Passageiros usando máscaras viajam em trem durante feriado de Ano Novo Chinês - Anthony WALLACE / AFP
Anthony WALLACE / AFP
Homem usando máscaras sentado em um banco enquanto aguarda por trem - Anthony WALLACE / AFP
SONNY TUMBELAKA / AFP
Turista chinês usa máscara para se proteger do coronavírus em Dempanssar, na Indonésia - SONNY TUMBELAKA / AFP
Anthony WALLACE / AFP
Passageiros usando máscaras aguardam por trem na plataforma em Hong Kong - Anthony WALLACE / AFP

 

Os supermercados não conseguem se abastecer tão rápido quanto a urgência da demanda e, às vezes, longas filas de clientes se formam antes da abertura dos estabelecimentos. Logo que uma mercadoria é descarregada, as prateleiras se esvaziam rapidamente.

Os consumidores correm atrás de arroz e massa, tanto quanto de produtos de limpeza e soluções hidroalcoólicas.

COMO FOI O ROUBO

Segundo a polícia, três homens renderam um caminhoneiro nesta segunda de manhã na frente de um supermercado de Mong Kok, um dos bairros históricos das "tríadas" (máfias locais).

"Um distribuidor foi ameaçado por três homens armados com facas que roubaram pacotes de papel higiênico por mais de 1.000 dólares de Hong Kong (128 dólares)", declarou à AFP um porta-voz da polícia.

Nas imagens de vídeo da emissora Now TV, vê-se os investigadores da polícia ao redor de várias pacotes de papel higiênico na frente de um supermercado.

CRISE EM MOMENTO HISTÓRICO

Uma histeria coletiva tomou conta dos habitantes de Hong Kong desde a aparição do novo coronavírus na China continental, ainda com a vívida lembrança do trauma vivido com a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa). Este outro coronavírus deixou 300 mortos no território semiautônomo em 2002 e em 2003.

Esta epidemia acontece no momento em que o governo local, pró-Pequim, sofre uma queda histórica da popularidade depois de meses de protestos em favor da democracia.

As autoridades criticam os rumores de escassez e asseguram que os abastecimentos de alimentos e produtos para o lar se mantêm em um nível constante.

Newsletters

Ver todas

Fique por dentro de tudo que acontece. Assine grátis as nossas Newsletters.

Últimas notícias