internacional

Otan nega ter permitido a morte de imigrantes à deriva

O Guardian destacou no domingo que a Otan deixou morrer de "fome e sede" 61 pessoas quando um de seus porta-aviões ignorou os pedidos de socorro de uma embarcação no Mediterrâneo, apesar de constatar o risco de naufrágio

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 09/05/2011 às 11:46
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BRUXELAS - A Otan negou nesta segunda-feira ter se recusado a socorrer um grupo de imigrantes africanos que morreram na tentativa de alcançar a ilha italiana de Lampedusa a partir da Líbia no início de abril, como informou o jornal britânico Guardian.
   
"A Otan está a par da matéria que indica que um porta-aviões da organização deixou morrer 61 imigrantes que navegavam à deriva entre Trípoli e Lampedusa", afirmou uma porta-voz da Aliança Atlântica, antes de destacar que se trata de uma informação "falsa".
   
O Guardian destacou no domingo que a Otan deixou morrer de "fome e sede" 61 pessoas quando um de seus porta-aviões ignorou os pedidos de socorro de uma embarcação no Mediterrâneo, apesar de constatar o risco de naufrágio.
   
Depois de 16 dias à deriva em consequência de uma avaria, 61 dos 72 imigrantes que estavam a bordo da embarcação, incluindo mulheres e crianças, morreram em 10 de abril na costa líbia, segundo o jornal.
   
"Apenas um porta-aviões estava sob comando da Otan nesta data, o navio italiano 'Garibaldi', e estava a mais de 100 milhas náuticas das costas", afirmou a porta-voz da organização.
   
O Guardian informou que poderia ser o navio francês "Charles de Gaulle". "Qualquer afirmação sobre um porta-aviões da Otan ter localizado e ignorado um navio em perigo é falsa", insistiu a porta-voz.

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