Setor de relevância

Editorial: Polo de confecções do Agreste, um polo de oportunidades

O polo de confecções do Agreste precisa ser fortalecido para elevar ainda mais sua influência positiva sobre a economia

Marcelo Aprigio
Marcelo Aprigio
Publicado em 05/09/2019 às 7:20
Editorial
Foto: Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
O polo de confecções do Agreste precisa ser fortalecido para elevar ainda mais sua influência positiva sobre a economia - FOTO: Foto: Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
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Um setor de relevância regional precisa de investimentos para ser fortalecido e elevar sua influência positiva sobre a economia de 40 municípios em dois estados do Nordeste. Com faturamento de R$ 5,6 bilhões anuais, o polo de confecções instalado entre Pernambuco e a Paraíba é responsável pela ocupação de 250 mil pessoas, sendo composto basicamente por empresas de micro e pequeno portes. Apenas em solo pernambucano, existem quase mil empresas do segmento de vestuário, e a fabricação chega a 225 milhões de peças. Números expressivos que demonstram a importância do polo para o dinamismo estadual, aproveitando o potencial de uma vocação regional para a geração de oportunidades que se multiplicam nos municípios. 

O desenvolvimento do Agreste nas últimas décadas, em larga medida, é consequência dos resultados do polo de confecções. Portanto, devolver ao polo maiores condições de competitividade e ampliação das atividades, deve ser encarado como objetivo estratégico do Estado. Neste sentido, o governo de Pernambuco, através do secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, promete intensificar medidas para fomentar o setor e melhorar o ambiente de negócios que o polo integra. A criação do Comitê Deliberativo do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Têxtil (Funtec), que irá deliberar o destino dos recursos do Fundo a partir do ano que vem, é uma das medidas acertadas entre o governo estadual e empresários do setor. A instalação de uma câmara setorial para debater as demandas e integrar o setor público ao setor privado, e a interiorização do Marco Pernambucano da Moda, são outras medidas pactuadas, apresentadas esta semana na Associação Comercial e Industrial de Caruaru (Acic).

Sobre a queixa de que os municípios que mais contribuem com o Fundo – Santa Cruz, Toritama e Caruaru – pouco recebem de volta em investimentos, os empresários ouviram do secretário que a aplicação já será de 50% na região, ainda este ano. Ficando para 2020 a definição do que for decidido pelo Comitê do Funtec. Seja como for, seja via decisão estratégica do Palácio do Campo das Princesas, seja por um comitê criado com tal finalidade, a destinação dos recursos precisa obedecer à lógica do reconhecimento ao tamanho do setor na economia pernambucana. E justamente por isso, apoiar o empreendedorismo em confecções na região. Vale registrar que, dos 14 integrantes que serão designados para o comitê, seis terão origem no governo estadual. Ou seja, a visão estratégica do ente público, representante do desígnio coletivo, não estará de fora.

EVENTOS

Na perspectiva do empresariado, três eventos aglutinadores de negócios precisam ser mais valorizados, recebendo incentivos e apoio. São eles o Festival do Jeans, o Estilo Moda Pernambuco e a Rodada de Negócios. Eventos motores de novas oportunidades num polo consolidado de criatividade, geração de empregos e distribuição de renda. O setor de confecções do Agreste merece mais atenção. 

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