'CÉU DE BRIGADEIRO'

Editorial: Governo quer aumentar número de passageiros na aviação até 2025

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, dá indicadores para atingir essa meta, como atrair companhias aéreas de baixo custo

Marcelo Aprigio
Marcelo Aprigio
Publicado em 31/10/2019 às 8:40
Editorial
Foto: Arnaldo Carvalho / JC Imagem
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, dá indicadores para atingir essa meta, como atrair companhias aéreas de baixo custo - Foto: Arnaldo Carvalho / JC Imagem
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A figura de céu azul, sem nuvens, com o horizonte limpo à frente, apropriada para a mais alta patente da Aeronáutica, o brigadeiro, está sendo perseguida pelo governo brasileiro com iniciativas destinadas estimular a aviação civil, tornando-a mais competitiva e com mais passageiros. A meta é ampliar para 200 milhões o total de passageiros aptos a usarem o transporte aéreo até o ano de 2025. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, dá indicadores para atingir essa meta, como atrair companhias aéreas de baixo custo e, mais: “Estamos transferindo aeroportos para a iniciativa privada – serão 41 até 2022 – e vamos atingir 63 aeroportos concedidos. A gente está fazendo ainda diversos investimentos na aviação regional, dando mais conectividade ao País”.

Empresas aéreas de baixo custo e baixa tarifa já oferecem voos internacionais tendo como origem e destino o Brasil, mas ainda enfrentam dificuldades como o elevado preço do combustível de aviação e para isso o governo federal vem apresentando perspectivas de crescimento do mercado, para atraí-las.

Fórum

Os mais de 450 profissionais que participaram até terça-feira (29) do Fórum Alta Airline Leaders 2019, em Brasília, parecem sintonizados com os objetivos do governo, mas as conclusões do encontro mostram que ainda há muito céu a percorrer para fazer avançar a indústria da aviação brasileira. Vantagens e gargalos foram expostos como fundamentais para que o setor venha a decolar: o lado bom é que temos uma grande população, extensão territorial e presença notável no PIB da América Latina; as pedras no caminho são a judicialização - como a proteção do consumidor contra atrasos, cancelamentos de voos ou contra o extravio de bagagens – além da eficiência operacional, a falta de infraestrutura, os altos custos e a Lei dos Aeronautas.

Entre outras abordagens, ficou entendido durante o Fórum que para poder praticar uma tarifa baixa no Brasil é preciso ter custo baixo para operar e uma perspectiva positiva para poder investir, estabilidade e um ambiente melhor para investimentos e assim fazer a aviação se desenvolver. Ficou entendido que o setor precisa de muita eficiência com a qual é possível gerar o preço baixo que, por sua vez, chama o passageiro. Voz do governo no Fórum Alta Airline Leaders, o superintendente da Agência Nacional de Aviação Civil, Ricardo Catanant, celebrou as conquistas de 2019 – como o fim da franquia de bagagens – e concordou que alguns pontos precisam ser debatidos para que a aviação comercial volte aos níveis registrados no começo do século. “E dentre estes pontos estão a estabilidade das regras e uma maior segurança jurídica. Uma maior desregulação do setor traz novos modelos de negócios, melhores preços e uma maior concorrência”.

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