ELEIÇÕES 2018

Mendonça dispara contra Paulo e diz que ele apoiou impeachment de Dilma

Para Mendonça, Paulo Câmara faz movimentos que depreciam cadeira de governador de Pernambuco

Paulo Veras
Paulo Veras
Publicado em 27/04/2018 às 14:45
Foto: Helder Tavares/divulgação
Para Mendonça, Paulo Câmara faz movimentos que depreciam cadeira de governador de Pernambuco - FOTO: Foto: Helder Tavares/divulgação
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Cotado como opção para disputar o Palácio do Campo das Princesas pelo grupo de oposição, o deputado federal Mendonça Filho (DEM), disparou contra o governador Paulo Câmara (PSB) durante um evento partidário no Recife com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Mendonça disse que Paulo fez "movimentos que depreciam a cadeira de governador de Pernambuco", como o "ato patético" de tentar visitar o ex-presidente Lula (PT) na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde o petista cumpre pena na Lava Jato.

Sobre a tentativa de aproximação do PSB com o PT, afirmou que Paulo "reiteradas vezes" se mobilizou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A reação dura de Mendonça veio após ser questionado sobre a estratégia do PSB de colar na oposição a imagem de "palanque de Temer" para explorar a rejeição do presidente Michel Temer (MDB) no Nordeste. Para o democrata, o discurso do PSB não preocupa "em absoluto".

"Se por ventura há uma coisa que o PSB não tem condições morais de tirar proveito é algo com relação ao governo Temer. Primeiro porque o PSB ajudou a eleger a presidente Dilma, no primeiro mandato, que tinha Temer como vice-presidente da República. Segundo, quando do impeachment da presidente Dilma, uma das maiores mobilizações que houve no Brasil foi do PSB pernambucano, sob a liderança de Paulo Câmara e Geraldo Julio. O próprio deputado e ex-ministro Bruno Araújo declarou o que eu confirmo: eu ouvi do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Julio, reiteradas vezes, uma posição crítica e de mobilização em favor do impeachment da ex-presidente Dilma. O que indica que não há condições morais por parte do PSB pernambucano de estabelecer uma dialética tendo por base o governo Temer", afirmou Mendonça.

O deputado do DEM seguiu dizendo que o governo Temer só se viabilizou com o apoio do PSB enquanto partido, principalmente com o voto dos deputados federais socialistas de Pernambuco. "Ninguém apaga a história. Nem vai manipular a história", se queixou.

'Ato patético'

"O povo respeita quem tem coerência, quem tem posição política reta e consistente. Eu acho que a gente não pode admitir que em nome de um momento eleitoral mais favorável, ou de um movimento político que possa gerar mais simpatias, que se iluda ou que se gere para a opinião pública algo que não condiz com a realidade. Inclusive com movimentos que ao meu ver depreciam a cadeira de governador de Pernambuco. Como, por exemplo, a ida do governador a Curitiba para, num ato patético, diminuir a própria simbologia do Governo de Pernambuco. Porque você pode ter qualquer simpatia, e eu respeito a todos, mas quando se envolve o cargo de governador de Pernambuco, você está falando em nome de todos os pernambucanos, e não em nome de um segmento político isolado", disparou ainda Mendonça Filho.

Por fim, o democrata ainda fez questão de ressaltar que, na oposição, há lideranças que integraram o ministério de Dilma, citando os senadores Armando Monteiro Neto (PTB), ex-ministro de Desenvolvimento e Comércio Exterior, e Fernando Bezerra Coelho (MDB), ex-ministro da Integração Nacional.

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