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Lula pediu acordo a petistas de não-agressão a Ciro Gomes, diz jornal

O acordo visa a conquista de apoio em caso de segundo turno

Bruno Vinícius
Bruno Vinícius
Publicado em 09/06/2018 às 12:13
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O acordo visa a conquista de apoio em caso de segundo turno - Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
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Em meio ao seu lançamento simbólico de pré-candidatura à corrida eleitoral deste ano, em Contagem, Minas Gerais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou com os petistas de uma política de não-agressão ao adversário Ciro Gomes, que pretende disputar a presidência pelo PDT. É o que afirma o jornal Folha de S.Paulo na edição deste sábado (9).

Segundo o jornal, a intenção dos petistas é que o pacto seja alçado, visando as pretensões de chegada ao segundo turno. Comissários ligados à campanha de Lula vão procurar a cúpula do PDT ainda na semana que vem. A ideia é tratar Ciro como alguém do mesmo cenário político.

Pré-candidatura

O ato em Contagem, Minas Gerais, serviu para lançar simbolicamente a candidatura de Lula à presidência, na noite dessa sexta-feira (8). Alem disso, o evento foi alicerce para declarar apoio à reeleição do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e para apoiar o lançamento de uma candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff ao Senado.

No evento, líderes petistas também afastaram a possibilidade de uma aliança com outros partidos de esquerda que não considerem a candidatura de Lula como única possibilidade.

"Quem tiver alguma dúvida que tire seu cavalinho da chuva porque o PT vai ter candidato e o candidato é Lula", disse o líder da minoria no Senado, Humberto Costa, ao falar que respeitava os demais presidenciáveis de esquerda.

Manifesto assinado por Lula


No evento, foram distribuídas máscaras com o rosto de Lula para o público. Durante o lançamento, o PT divulgou um manifesto assinado pelo petista, em que o ex-presidente reafirmou que será candidato à Presidência. "E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança, para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro. E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar."

As lideranças do partido reforçaram a intenção de registrar Lula na Justiça Eleitoral no dia 15 de agosto e mantiveram o discurso oficial de que não há "plano B" para a legenda.

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