ELEIÇÕES

Ibope JC/Globo para senador: Jarbas, Humberto e Mendonça tecnicamente empatados

Com a corrida bem acirrada, candidatos trocam acusações como estratégia

Ana Tereza Moraes
Ana Tereza Moraes
Publicado em 21/08/2018 às 7:33
Foto: JC Imagem/Agência Senado
Com a corrida bem acirrada, candidatos trocam acusações como estratégia - FOTO: Foto: JC Imagem/Agência Senado
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A briga pelas duas vagas no Senado por Pernambuco nas eleições de outubro deste ano está acirrada entre três nomes já bastante conhecidos do eleitor do Estado: Jarbas Vasconcelos (MDB), Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho (DEM). Os três aparecem tecnicamente empatados na liderança, de acordo com a pesquisa Ibope. Com uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, o deputado federal Jarbas conta com 26% das intenções de voto, enquanto o senador Humberto e o deputado federal Mendonça surgem com 25% cada.

A disputa tem ainda com outros nove candidatos. No ranking, após trio já citado, surgem os nomes dos deputados federais Bruno Araújo (PSDB) e Sílvio Costa (Avante), ambos com 10%; Pastor Jairinho (Rede), com 6%; Adriana Rocha (Rede), com 4%; Eugênia Lima (PSOL) e Helio Cabral (PSTU), com 2%; além de Albanise (PSOL), Gilson Lopes (PCO) e Lídia Brunes (PROS), com 1%.

Mesmo com um amplo leque de opções, parte do eleitor pernambucano disse não ter escolhido em quem depositar suas esperanças no Senado. Pelo menos 26% dos entrevistados não respondeu ou ainda não sabe em quem votar.

Entre alianças e acusações 

Neste momento, o que dá para dizer é que os candidatos ligados a Paulo mostram uma força maior no conjunto, uma vez que Jarbas e Humberto compõem a Frente Popular. Antigos desafetos, nos últimos dias o emedebista e o petista adotaram o pragmatismo e passaram a pedir publicamente o voto casado: “É votar em mim e em Humberto, Humberto e em mim”, disse Jarbas, em ato com a militância, quinta-feira passada. 

O páreo acirrado para a Casa Alta tornou de ataque o tom dos candidatos mesmo antes de as candidaturas serem oficializadas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE).

Por parte do candidato petista, faz parte da estratégia tentar vincular a Bruno e Mendonça, da coligação Pernambuco Vai Mudar, a imagem de apoiadores do governo Temer. No domingo, Humberto alfinetou: “Do lado de lá, dois senadores foram ministros de Temer. Mas ficam escondendo essa condição. Parece até que existe ministério sem presidente. Por que eles não assumem que foram e são representantes de Temer aqui em Pernambuco?”

Do outro lado, os aliados do candidato ao governo Armando Monteiro (PDT) exploram o que eles chamam de “divergência entre Humberto e Jarbas”. “Imagino a vergonha que teus eleitores sentem quando você pede votos para Jarbas Vasconcelos. Imagino a vergonha que os eleitores de Jarbas sentem quando ele, Jarbas, pede votos para você”, disse o tucano em um vídeo divulgado nas redes sociais ontem. “Humberto tem de parar de fazer campanha à base de mentiras, bravatas e factoides e explicar por que o Ministério Público e a Justiça o incluíram na turma da Lava Jato”, disse Mendonça, semana passada, em dia de troca de farpas com o petista.

Humberto também é alvo de Sílvio Costa, candidato na chapa de Maurício Rands (PROS) e que se coloca como único aliado fiel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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