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Flavio Bolsonaro justifica destruição de placa de Marielle por correligionários

Segundo ele, os candidatos Daniel Silveira (a deputado federal) e Rodrigo Amorim (a deputado estadual) ''nada mais fizeram do que restaurar a ordem''

Estadão Conteúdo
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Publicado em 04/10/2018 às 14:32
Foto: Reprodução/Facebook Daniel Silveira
Segundo ele, os candidatos Daniel Silveira (a deputado federal) e Rodrigo Amorim (a deputado estadual) ''nada mais fizeram do que restaurar a ordem'' - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook Daniel Silveira
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O deputado estadual e candidato ao Senado Flávio Bolsonaro (PSL) defendeu, na manhã desta quinta-feira (4) os correligionários que destruíram uma placa que homenageava a vereadora do PSOL Marielle Franco, assassinada a tiros há pouco mais de seis meses. Segundo ele, os candidatos Daniel Silveira (a deputado federal) e Rodrigo Amorim (a deputado estadual) "nada mais fizeram do que restaurar a ordem".

Os dois fizeram em pedaços a homenagem que tinha sido colocada pelo partido da vereadora para "rebatizar" com o nome dela a Praça Floriano, também conhecida como Cinelândia.

Além disso, divulgaram imagens da destruição no Facebook. Flávio Bolsonaro classificou ainda a ação de "posicionamento ideológico".

"Eles restauraram a ordem na placa que era de homenagem ao Marechal Floriano. O PSOL acha que está acima da lei e pode mudar nome de rua na marra. Eles só tiraram a placa que estava lá ilegalmente. Se o PSOL quer homenagear a Marielle, apresente projeto de lei, proposta na prefeitura, para botar a placa, mas não pode cometer um ato ilegal como esse", disse o parlamentar.

Ele se posiciona como de direita - o PSOL se apresenta como esquerda.

Questionado sobre se rasgar a placa era desrespeito a memória da vereadora, ele disse que "foi um desrespeito com a Praça Floriano (nome original do logradouro que foi alterado)". No local, fica a Câmara Municipal, onde Marielle exercia seu mandato.

Assassinato de Marielle

O presidenciável Jair Bolsonaro nunca se posicionou sobre o assassinato da vereadora. Ela foi morta com uma rajada de metralhadora na cabeça, em 14 de março.

Até hoje, a Polícia não esclareceu o crime. Uma das hipóteses de autoria aponta para milicianos - policiais que exercem domínio armado sobre áreas carentes, onde exploram negócios ilegais e cometem extorsões.

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