Eleições 2018

Saiba como os partidos se posicionaram para a disputa do segundo turno das eleições presidenciais

Segundo turno das eleições entre Bolsonaro e Haddad acontecerá no dia 28 de outubro

Felipe Amorim
Felipe Amorim
Publicado em 09/10/2018 às 18:02
Fotos: AFP
Segundo turno das eleições entre Bolsonaro e Haddad acontecerá no dia 28 de outubro - FOTO: Fotos: AFP
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Após a definição do segundo turno das eleições presidenciais entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), começou a corrida para definir as coligações dos demais partidos para saber quem vai apoiar quem no pleito marcado para o dia 28, quando será definido o futuro presidente do Brasil.

Na disputa do primeiro turno, Bolsonaro teve 49.276.897 dos votos válidos, o equivalente a 46,03%. Já Haddad teve 31.341.997 votos válidos, ou 29,28%.

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Confira abaixo, em ordem alfabética, como cada partido se posicionou até o momento:

Democratas Cristão - neutro

Presidido por Eymael, que esteve na disputa presidencial no primeiro turno, o Democratas Cristão decidiu nesta terça-feira (9) que não apoiará candidato algum no segundo turno. Sendo assim, os filiados estão liberados para apoiar qualquer um dos dois candidatos. 

DEM - neutro

O Democratas soltou nota na manhã desta quarta-feira (10) para informar que está liberando os líderes e militantes da legenda para apresentar a sua manifestação de voto no segundo turno, “seguindo as suas convicções”. No documento, o DEM afirma que mantém o compromisso de contribuir com a construção de um “Novo Brasil” e diz que o momento pede a substituição da prática do “toma lá dá cá” da velha política pelos verdadeiros interesses públicos. 

Novo - neutro

O partido Novo informou na manhã desta terça-feira (9), que não deve apoiar ninguém no segundo turno das eleições presidenciais, que serão decididas entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

"O Novo não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas", diz nota da legenda enviada à imprensa. Com pouco mais de 2,7 milhões de votos, o candidato João Amoêdo, líder do partido, ficou em quinto lugar na disputa presidencial, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e o senador Alvaro Dias (Podemos).

PP - neutro

O Partido Progressista (PP), da coligação do governo de Michel Temer, se declarou neutro para o segundo turno da eleição presidencial disputado entre Jair Bolsonaro (46%) e Fernando Haddad (29%).

O "Progressistas adotará uma postura de absoluta isenção e neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais. Faz convicto de que essa é a melhor contribuição que pode oferecer ao debate", informa o partido em comunicado.

PPL - Haddad

Partido do candidato derrotado no primeiro turno João Goulart Filho, o Partido Pátria Livre (PPL), divulgou, através de uma nota nesta terça-feira (9), que apoiará no segundo turno das eleições presidenciais o petista Fernando Haddad. Na nota, Goulart disse que o país corre um "grande risco" diante da possibilidade de Jair Bolsonaro sair vitorioso nas urnas. 

PPS - neutro

A Comissão Executiva Nacional do PPS decidiu, nesta quarta-feira (10), manter a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial. Para o partido, as candidaturas de Bolsonaro e de Haddad “trazem a marca de uma conflagração que alimenta radicalismos políticos sob a insígnia do ‘nós contra eles’, que ameaçam o próprio processo democrático”, diz o documento aprovado pelos dirigentes do PPS.

PR - neutro

O Partido da República (PR) liberou seus parlamentares para apoiar qualquer um dos candidatos a presidente da República no segundo turno das eleições 2018. 

No comando do PR, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, comunicou aos parlamentares sobre a decisão de neutralidade, depois de participar de reunião ontem com outros dirigentes de partidos do Centrão (DEM, PP, PRB e Solidariedade), que estavam coligados ao tucano Geraldo Alckmin, derrotado no primeiro turno.

PRB - neutro

O PRB decidiu na noite desta terça-feira (9) liberar seus filiados no segundo turno para fazer campanha para o candidato do PSL a presidente da República, Jair Bolsonaro, ou para o presidenciável do PT, Fernando Haddad. A maior parte da bancada parlamentar, no entanto, prefere e pretende se engajar na campanha de Bolsonaro. O líder do PRB, deputado Celso Russomanno, terceiro mais votado em São Paulo, gravará um vídeo de apoio a Bolsonaro, a pedido do presidenciável.

PSB - Haddad

Os integrantes da Executiva Nacional do PSB decidiram nesta terça-feira (9) que a sigla apoiará oficialmente Fernando Haddad, do PT, no segundo turno da eleição presidencial. Os diretórios do Distrito Federal e de São Paulo, no entanto, foram liberados para se posicionarem de forma independente. Ao anunciar a decisão, o presidente da sigla, Carlos Siqueira, afirmou, no entanto, que o partido cobrará de Haddad a formação de uma frente democrática envolvendo além de partidos políticos, atores da sociedade civil.

PSC

O Partido Social Cristão (PSC), ligado à Assembleia de Deus, maior igreja evangélica do País, declarou oficialmente nesta quinta-feira (11) apoio a Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, no segundo turno da eleição contra Fernando Haddad (PT). "O PSC, um partido que defende bandeiras liberais na economia e conservadoras nos costumes, tem certeza de que as propostas do candidato do PSL são as melhores para o Brasil", disse a direção do partido, em comunicado oficial.

PSD - neutro

O Partido Social Democrático (PSD), do ministro de Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab, optou pela neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais. Após consultas internas, a legenda, considerando os diferentes cenários locais, optou por liberar seus filiados para declarar apoio individualmente. No primeiro turno, o partido apoiou o tucano Geraldo Alckmin.

PSDB - neutro

Após bate-boca entre o presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, e o candidato do partido ao governo de São Paulo, João Doria, os tucanos decidiram liberar os correligionários e não vão apoiar nenhum candidato no segundo turno da disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). "Não apoiaremos nem o PT nem o candidato Bolsonaro. O PSDB decidiu liberar seus militantes e seus líderes", anunciou Alckmin

PSOL - Haddad

A executiva nacional do PSOL oficializou, nesta segunda-feira (8), o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial deste ano. Segundo o texto, a disputa com Jair Bolsonaro (PSL) se caracteriza como "a continuidade da luta contra o fascismo e o golpe".

"O PSOL compreende que a luta para derrotar Bolsonaro no 2º turno é para defender e ampliar direitos e não para negociá-los. Seguiremos enfrentando privilégios e lutando para que o povo ocupe o centro das decisões. Só assim será possível garantir um ciclo de esperança, justiça, igualdade e soberania no Brasil", diz o texto da nota.

PTB - Bolsonaro

Após integrar a coligação do candidato derrotado Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, o PTB decidiu apoiar Jair Bolsonaro (PSL) no turno. A decisão foi comunicada nesta terça-feira, 9, e aconteceu após reunião da executiva nacional da sigla, presidida por Roberto Jefferson.

"Acreditamos que Jair Bolsonaro trabalhará para que o nosso país volte aos trilhos do desenvolvimento social e econômico, e pela pacificação e união do povo brasileiro", diz o partido em nota divulgada nesta terça. Na eleição deste ano, o partido encolheu na Câmara, passando de 19 para 10 deputados.

Rede - neutro

A Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, divulgou nota nesta quinta-feira (11) recomendando que "seus filiados e simpatizantes não destinem nenhum voto ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) e, isso posto, escolham de acordo com sua consciência votar da forma que considerem melhor para o país". Entretanto, o partido também afirma que "não tem ilusões quanto às práticas condenáveis do PT, dentro e fora do governo", e que será oposição democrática ao governo de qualquer um dos candidatos que saia vencedor do embate a que se reduziu essa eleição.

Solidariedade - neutro

O Solidariedade, partido do Centrão presidido pelo deputado Paulo Pereira, oficializou nesta quarta-feira (10) que o vai se manter neutro na disputa pelo segundo turno das eleições nacionais. Apesar da neutralidade, a maioria do partido deve apoiar Fernando Haddad (PT) nos Estados. Mais cedo, a Força Sindical, principal base do Solidariedade, acompanhou outras seis centrais e declarou apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT). Segundo elas, Bolsonaro tem um programa contra os trabalhadores.

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