FORA DO AR

Ministro do TSE manda retirar do ar notícia falsa sobre Haddad

O post do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidenciável Jair Bolsonaro, compartilhou um vídeo antigo, quando Lula ainda era candidato, como se fosse recente

Bianca Sousa
Bianca Sousa
Publicado em 11/10/2018 às 23:24
Foto: Reprodução
O post do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidenciável Jair Bolsonaro, compartilhou um vídeo antigo, quando Lula ainda era candidato, como se fosse recente - FOTO: Foto: Reprodução
Leitura:

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que seja retirada do ar informação falsa divulgada nas redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC), que é filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O pedido foi feito pela Coligação 'O Povo Feliz de Novo', do candidato à presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, alvo da publicação.

A postagem divulgada pelo vereador afirma que, logo após a visita de Haddad ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na prisão, em Curitiba, na última segunda (8), o candidato do PT teria declarado que ele e Lula subiriam juntos a rampa do Palácio do Planalto na cerimônia de posse, se eleito, no dia 1º de janeiro de 2019.

"Descontextualizado"

A declaração foi compartilhada junto de vídeo antigo de Haddad. "Examinando o material questionado, é fácil verificar que as postagens expressamente afirmam que Fernando Haddad, após a mencionada visita, teria declarado que Luiz Inácio Lula da Silva seria presidente da República e que subiriam juntos a rampa do Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2019, apresentando versão editada do vídeo, da qual não se percebe o contexto original em que produzido", descreve.

"Desse modo, ainda que o vídeo seja verdadeiro e contenha declarações reais de Fernando Haddad, sua utilização é descontextualizada, de modo a transmitir ao eleitor informação equivocada, induzindo-o a percepções potencialmente lesivas aos representantes", afirma Horbach na decisão, assinada nesta quarta-feira (10).

Segundo o ministro, a capacidade de "desinformação" do material é reforçada por ter sido divulgada pela página do PSL do Rio de Janeiro no Facebook, e pelo perfil de Carlos no Twitter.

Horbach lembra que o PSL do Rio publicou no Facebook uma correção, esclarecendo que o vídeo não havia sido produzido no dia 8 de outubro, mas sim anteriormente. No entanto, ressalta que os links com a postagem original continuam ativos.

Por isso, tanto o Facebook como o Twitter têm até 48 horas para removerem os conteúdos do ar.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias