Ibas

Na África, Dilma quer combinar agenda para G-20

Apesar da crise econômica ainda não ter afetado duramente nenhum deles, o agravamento dos problemas enfrentados por Europa e Estados Unidos deve dominar a cúpula que reúne a presidente Dilma Rousseff

Aline Souza
Aline Souza
Publicado em 16/10/2011 às 10:20
Leitura:

A reunião do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) em Pretória, na próxima terça-feira, servirá para que os três países emergentes coordenem posições comuns a serem levadas ao G20, no início de novembro, em Cannes. Apesar da crise econômica ainda não ter afetado duramente nenhum deles, o agravamento dos problemas enfrentados por Europa e Estados Unidos deve dominar a cúpula que reúne a presidente Dilma Rousseff, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Dilma viaja neste domingo (16) à noite. Irá ainda a Moçambique e a Angola. A intenção é que, mesmo que não haja uma concordância total, o Ibas possa ter uma posição comum para pressionar, especialmente os governos europeus, a tomarem medidas para solucionar a crise financeira. Na reunião com os demais presidentes, Dilma deve voltar ao tema do risco que as economias emergentes correm por conta da crise. "O primeiro item na agenda é, sem dúvida, a crise e a participação dos três países no G20", informou a embaixadora Maria Edileuza Fontinele Reis, subsecretaria de políticas do Itamaraty.

Dilma deve chegar a Pretória na tarde de segunda-feira. Na terça participa de reunião bilateral com o presidente sul-africano e, à tarde, da plenária do Ibas. Depois do jantar oferecido por Zuma a seus colegas, Dilma fará a segunda parte da viagem, com visitas a Moçambique e Angola. Países de língua portuguesa, ambos são de interesse estratégico para o Brasil, especialmente por conta das obras de infraestrutura e da exploração de minérios e petróleo, em que há um envolvimento crescente de empresas brasileiras. Dilma volta ao Brasil na quinta-feira.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias