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Secretaria das Mulheres não deve acabar, anuncia governo

Apesar das conquistas do ponto de vista dos direitos das mulheres e dos negros, ainda há uma baixa percepção, segundo a ministra Luiza Bairros

Millena Gomes
Millena Gomes
Publicado em 13/12/2011 às 14:27
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BRASÍLIA – O anúncio de que o governo não vai acabar com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) representa o primeiro grande resultado da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. A avaliação é da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros.

Ao participar dos debates no primeiro dia do encontro, ela avaliou que o anúncio, feito pela presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (12), dá dimensão e força política para o processo de construção dos debates. “É sobre a égide dessa boa notícia, dessa vitória, que devemos conduzir todo o restante dessa conferência, acreditando na capacidade de construir os resultados políticos que queremos para o nosso processo de empoderamento na sociedade brasileira”, disse.

Luiza lembrou que, como a SPM, a Seppir também completa oito anos de existência. Apesar das conquistas do ponto de vista dos direitos das mulheres e dos negros, ainda há uma baixa percepção, segundo a ministra, dos efeitos concretos que tais avanços têm gerado no país.

“Não há dúvida alguma – e o Censo 2010 nos mostrou isso – de que, com todos os avanços no sentido das desigualdades, resta um núcleo duro que é a desigualdade racial e que se torna ainda mais evidente quando associada às desigualdades de gênero”, ressaltou.

A ministra da SPM, Iriny Lopes, avaliou que a conferência faz parte do projeto de ampliação dos direitos das mulheres e precisa ser compreendida como parte de um processo que não pode sofrer interrupções.

“Nessa conferência, viemos discutindo e debatendo amplamente, democraticamente, da maneira mais transparente, a necessidade de atualizar, aprimorar e priorizar as ações do segundo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres”, disse. “Queremos o fortalecimento da agenda feminista para que a gente possa avançar nos governos e fortalecer a luta”, destacou.

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