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Simon lança candidatura única contra Renan no Senado

Fundador do PMDB, de 83 anos, é contra volta de correligionário ao comando da casa

Do JC Online
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Publicado em 18/01/2013 às 6:55
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BRASÍLIA – Às vésperas de completar 83 anos, no próximo dia 31, o senador Pedro Simon (RS), um dos fundadores do PMDB, afirmou ser contra a volta do líder do seu partido, Renan Calheiros (AL), à Presidência do Senado a partir de fevereiro. Assim como ele, outro histórico do PMDB, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), também do grupo dos independentes da Casa, é contra o retorno de Renan e divulgou carta em que fala da situação do Senado.

Para Simon, “não seria a hora do retorno de Renan”, que renunciou ao cargo em 2007 para evitar sua cassação em plenário. O senador gaúcho disse que uma eventual crise política poderia ser evitada se os pares escolherem um presidente que “representasse a tranquilidade, as modificações que devem ser feitas e precisam ser feitas”.

Simon defende que os senadores independentes e a oposição lancem uma única candidatura para se contrapor à de Renan Calheiros. Um só nome, destacou, “galvaniza os esforços”. O PSDB rechaça apoiar o senador do PSOL Randolfe Rodrigues (AP) e tem trabalhado pelo nome do senador do PDT Pedro Taques (MT). “Eu acha que o Congresso tem que encontrar um nome. Renan já foi presidente do Senado e, em meio a um processo de cassação, ele renunciou à presidência. Não seria a hora de um nome como o dele. Seria o momento de o PMDB apresentar um nome que integrasse todo mundo. Se for ele, Renan, eu não voto nele”, disse Simon. Para o senador, é importante que haja uma candidatura única. Seja do PMDB, seja de outro partido.

Dois dias depois de o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) divulgar manifesto intitulado Uma nova presidência e um novo rumo para o Senado, em que é defendida uma plataforma de propostas de modificação no funcionamento administrativo e legislativo da Casa, o senador Jarbas Vasconcelos divulgou carta em que apoia o documento.

No entanto, ele fez algumas sugestões, entre as quais a mudança no rito de tramitação das medidas provisórias, e alerta para a “degradação pela qual passa o Senado Federal, já há alguns anos, numa sequência de escândalos, desacertos políticos e má administração que levaram ao chão a imagem combalida da instituição”. “O plenário do Senado – para a minha indignação – tem funcionado pior do que a mais esculhambada Câmara Municipal do Brasil”, criticou.

Leia abaixo a carta do senador Jarbas Vasconcelos

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