eleições 2014

Eduardo Campos e Marina ainda não confirmam se ela será vice

Governador de Pernambuco recebeu ex-senadora em sua residência, no Recife

Do JC Online
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Publicado em 07/02/2014 às 17:31
Foto: Facebook oficial de Eduardo Campos
Governador de Pernambuco recebeu ex-senadora em sua residência, no Recife - FOTO: Foto: Facebook oficial de Eduardo Campos
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Após receber Marina Silva em sua residência, nesta sexta-feira (7), no Recife, o governador Eduardo Campos (PSB) conversou com a imprensa a ainda não confirmou se a ex-senadora será de fato vice na chapa do partido à presidência da República.

Ambos ajustaram os últimos detalhes para iniciar uma perigrinação pelas cinco regiões do Brasil. Até abrilserão organizados encontros com as bases regionais no Rio de Janeiro, em Porto Alegre, em Brasília, no Recife e em Manaus.

Durante a tarde, Eduardo procurou movimentar as redes sociais. Primeiro, postou em seu Facebook a foto de Marina Silva conhecendo o recém-nascido Miguel nos braços da primeira dama, Renata Campos.

Logo depois, respondeu dezenas de perguntas dos internautas por intermédio do microblog Twitter. Destacou que "o Brasil vem crescendo menos que no governo Lula, menos que a América Latina e que o mundo". Para o governador, "se esse baixo crescimento não for revertido, as conquistas sociais serão jogadas fora", disse. Campos afirmou ainda que a retomada do crescimento só acontecerá com a recuperação da confiança em torno de um projeto de desenvolvimento sustentável.

O presidente do PSB disse ainda que se for eleito presidente não pretende aumentar impostos. "O crescimento econômico e a reforma do Estado haverão de permitir a redução (de tributos)", escreveu. Segundo ele, a diminuição de impostos deve acontecer não apenas para os setores que possuem alguma ligação com o governo, mas "para toda sociedade, sobretudo os assalariados", disse. Campos destacou que como governador reduziu impostos de mais de 30 setores. "Zerei o ICMS da conta de luz para população de baixa renda", afirmou.

Questionado sobre ações que tomaria, caso eleito, para combater a seca no Nordeste, o governador disse que a convivência com a seca exige investimentos em Educação e em Ciência e Tecnologia. "E investimento em abastecimento d'água, para população difusa e as grandes cidades do Nordeste", disse. "Chega de paliativos", completou. Campos escolheu ainda responder a uma pergunta sobre a unificação de eleições para prefeito, governador e presidente no mesmo ano. E além de se dizer favorável a realização dos pleitos no mesmo ano, ele disse ser a favor do mandato de 5 anos sem direito a reeleição.

Parecendo tentar diversificar os temas de suas respostas, Campos selecionou uma pergunta sobre a mudança no Código Penal e disse ser a favor de uma atualização da legislação. "Temos também que pensar em uma política integrada de segurança pública que vai da prevenção social a ações de inteligência policial", respondeu.

Sobre como pretende governar e ajustar apoio de partidos e políticos que possam gerar algum desgaste com a Rede Sustentabilidade, Campos disse que vai governado com "programa na mão". "Estamos fazendo um debate com a sociedade em bases programáticas", respondeu.

O governador escolheu ainda responder uma questão sobre a participação dos jovens no plano de diretrizes do programa PSB/Rede. Para ele, a participação da juventude é "fundamental". "Por isso, lançamos plataforma colaborativa para ouvi-los. São os jovens brasileiros que enfrentam os grandes problemas de saúde, mobilidade, empregos, etc.", afirmou.

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