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Pré-candidatos à Presidência optam por discrição durante a Copa

Eduardo Campos (PSB), Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) com agenda amena

Da AE
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Publicado em 08/06/2014 às 10:58
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Para evitar imprevistos e constrangimentos, os três principais pré-candidatos a presidente da República optaram pela discrição durante a Copa no Brasil. A começar pela presidente Dilma Rousseff, que vai reduzir ao máximo a participação no evento. Na abertura, na quinta-feira, não haverá discurso. Do alto da tribuna de honra da Arena Corinthians, em São Paulo, Dilma assistirá à cerimônia oficial de início do Mundial e se limitará a declarar "aberta a Copa do Mundo de Futebol Fifa 2014". As vaias, neste momento, são consideradas "certas" e "já estão na conta" do Planalto. Ainda assim, seriam menos problemáticas que a vaia da abertura da Copa das Confederações, no ano passado.

Pelo mesmo motivo, Dilma não deve entregar a taça ao time campeão, no Maracanã, em 13 de julho. A decisão ainda pode ser revista, a depender do andamento da competição. A modelo Gisele Bündchen foi sondada para a função, mas já teria decidido recusar o convite da Fifa.

Além disso, Dilma não vai aceitar o convite da chanceler alemã, Angela Merkel, e do primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, para ver em Salvador, no dia 16, Alemanha e Portugal. A presidente vai encontrar a colega em Brasília na véspera.

Mesmo distante dos estádios, Dilma terá agenda cheia durante a Copa. A presidente vai continuar viajando para entregar obras de mobilidade urbana pelo País, pelo menos uma vez por semana. O objetivo é reforçar o discurso de que esses empreendimentos não são destinados exclusivamente para a Copa do Mundo, e sim para atender à população em geral. 

Oposição - O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves (MG), também deve adotar uma postura mais discreta na primeira fase dos jogos da Copa e deve acompanhar in loco só os jogos disputados em Minas, seu reduto eleitoral.

No jogo de abertura, a previsão é de que o tucano esteja em companhia da mulher, Letícia Weber, grávida de gêmeos e internada em um hospital no Rio de Janeiro. Já na segunda partida da seleção, o senador deve reunir amigos e ex-jogadores em um restaurante na capital mineira.

Para o terceiro jogo da primeira fase, a agenda está indefinida. Apesar de evitar as arenas num primeiro momento, integrantes da coordenação de campanha do PSDB não descartam que Aécio vá aos jogos da segunda fase, quando o Brasil poderá jogar as oitavas de final ou a semifinal no Mineirão. 

No QG da campanha do pré-candidato Eduardo Campos (PSB), a ordem é não "instrumentalizar" a competição. Fora dos horários de jogos da seleção, Campos manterá uma agenda ativa, mas longe dos estádios. Nos dias em que o Brasil jogar, ele deve acompanhar as partidas discretamente, ao lado da família. 

A equipe de Campos alega que, em campanhas anteriores, o ex-governador de Pernambuco nunca se aproveitou do futebol para atrair o eleitorado - o pré-candidato do PSB torce pelo Náutico, mas não tem o hábito de frequentar estádios. Sua vice de chapa, a ex-ministra Marina Silva, é avessa ao esporte e tampouco pretende assistir aos jogos in loco.

Campos manterá seus compromissos de campanha durante a competição - vai aproveitar o período para participar das negociações dos palanques estaduais e trabalhar na conclusão do programa de governo do PSB. O foco do pré-candidato nos próximos dias será a convenção do partido, marcada para o fim deste mês. 

A comunicação da campanha do PSB é contra a exposição do pré-candidato durante os jogos e informa que não divulgará imagens de Campos torcendo pela seleção brasileira. 

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