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Convenção do PP foi 'truculência', diz governador de Minas Gerais

O diretório nacional do partido decidiu apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff

Karol Albuquerque
Karol Albuquerque
Publicado em 26/06/2014 às 18:12
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O governador de Minas Gerais e presidente do PP-MG, Alberto Pinto Coelho, afirmou nesta quinta-feira (26) que a convenção e a posterior decisão do diretório nacional do PP em apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, foi uma "truculência".

"Tivemos ontem um arremedo de convenção (...). O que houve ontem foi uma truculência do presidente nacional do partido senador Ciro Nogueira (PI), que não colocou em votação uma outra proposta construída", declarou a jornalistas há pouco, após o evento de lançamento do edital de licitação da Parceria Público-Privada (PPP) do Contorno Metropolitano Norte (Rodoanel Norte).

Ele ressaltou que a proposta apresentada por ele e por outros diretórios estaduais na convenção de quarta-feira de neutralidade com relação ao apoio nacional do partido não é uma proposta inovadora. "Nas últimas eleições já havia ocorrido, de uma forma que, através da diversidade, conseguimos manter a unidade partidária sem gerar constrangimentos e o partido não teve prejuízo", falou.

Ele informou que ele e outros representantes de diretórios estaduais, como a senadora Ana Amélia (RS), já entraram com ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inclusive com a coleta do áudio e vídeo da convenção, pedindo a suspensão dos efeitos da convenção e da delegação para determinar que a comissão executiva se abstenha de proceder à escolha de apoio de candidatos à presidente e vice. "A Justiça eleitoral soberanamente definirá o assunto", completou.

Questionado se o fato do PP ter um ministério, o da Cidades, possa ter pesado na decisão do partido, Coelho diz não ter conhecimento das razões que levaram Nogueira e outros membros do PP nacional a apoiar Dilma. "Nós sabemos que o País vive governos de coalizão. E o compromisso de governo se expira quando você começa a procurar um novo tempo, uma nova alternativa eleitoral. Há o que se chama de coerência, que é quando você tem um compromisso de governabilidade. Quando esse compromisso se encerra, aí você inicia um novo momento, posição, postura", declarou. Nas eleições do Estado, o PP apoia o PSDB, inclusive com o candidato a vice-governador, Dinis Pinheiro.

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