Presidência

Dilma avalia impactos das denúncias de Costa e Youssef

Costa e Youssef disseram que PT, PMDB e PP ficavam com uma porcentagem dos contratos assinados pela empresa estatal

Danilo Galindo
Danilo Galindo
Publicado em 10/10/2014 às 12:52
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Costa e Youssef disseram que PT, PMDB e PP ficavam com uma porcentagem dos contratos assinados pela empresa estatal - FOTO: Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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A presidente Dilma Rousseff está reunida no Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira, 10, com seus coordenadores de campanha para avaliar os estragos que podem ser provocados em sua campanha à reeleição pelas denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. 

Em depoimentos à Justiça, os dois disseram que PT, PMDB e PP ficavam com uma porcentagem dos contratos assinados pela empresa estatal. Dilma está também gravando programas eleitorais para serem exibidos pelas emissoras de rádio e TV. Não está decidido ainda, mas a presidente poderá, antes de decolar às 13h30 para o Rio Grande do Sul, dar entrevista coletiva à imprensa no Alvorada. 

No governo, as denúncias foram recebidas com perplexidade e muita preocupação. As primeiras orientações são de que a campanha não deve ficar na defensiva, mas "responder à altura" todas as denúncias. Além disso, deve insistir com o discurso de que a presidente Dilma nunca jogou denúncia de corrupção para baixo do tapete e que é a Polícia Federal de seu governo quem apura e descobre os mal feitos, prendendo os responsáveis por eles. 

Depois de cumprir sua primeira agenda por cinco cidades do Nordeste, a presidente embarca para Canoas (RS), onde se encontra com lideranças locais e participa de carreata. No Rio Grande do Sul, Dilma obteve 43% dos votos e Aécio Neves, 41%. Dilma quer os 12% de votos do Rio Grande do Sul de Marina Silva, do PSB, derrotada no primeiro turno. 

No sábado, a presidente irá à Contagem, Minas Gerais, para, mais uma vez, sair em busca dos votos de Marina, que somaram 14% do eleitorado local. Dilma quer assegurar a vantagem de 3% dos votos que obteve em seu Minas, terra do seu adversário Aécio Neves (PSDB), assim como conquistar os 14% de Marina.

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