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PT de Pernambuco ainda sem participação no governo de Dilma

Indefinição do governo federal para acomodar quadros que não foram eleitos gera tensão dentro da legenda

Do JC Online
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Publicado em 03/01/2015 às 16:41
Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem
Indefinição do governo federal para acomodar quadros que não foram eleitos gera tensão dentro da legenda - FOTO: Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem
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O PT de Pernambuco continua em busca de posições no governo Dilma Rousseff. Parte da cúpula do partido foi até Brasília esta semana para acompanhar a posse do segundo mandato da presidente, e a intenção era conseguir uma agenda com a própria Dilma ou com o presidente nacional da legenda, Rui Falcão. Mas o primeiro de janeiro passou, Dilma não teve espaço e Falcão retornou para São Paulo, onde é deputado estadual. Resta agora, aos pernambucanos, aguardar as acomodações no segundo escalão do governo federal.

Uma primeira reunião com Rui Falcão foi realizada há duas semanas. No entanto, não houve nenhuma resposta positiva por parte de Falcão. A indecisão deixou o clima tenso dentro da legenda. O “pedido” do PT-PE perdeu um pouco de força com a ausência do senador Humberto Costa, que tirou dez dias de férias.

“Não depende só dele (Rui Falcão). Ele está recebendo muitos pleitos. Mas saímos com uma sinalização positiva para Pernambuco”, afirmou a presidente do PT-PE, Teresa Leitão. “Temos quadros capacitados, que já participaram do governo federal, estadual e municipal”, acrescentou. Nesse hall, constam os nomes de João Paulo, que perdeu a disputa para Senado, e dos candidatos a deputado federal que não foram eleitos Pedro Eugênio, Fernando Ferro, João da Costa, Mozart Sales e Dilson Peixoto. 

Segundo Teresa, na reunião com Rui Falcão, não foram especificados nomes e espaços que os petistas pernambucanos poderiam ocupar. Ela permanece em Brasília até quarta-feira, e aposta em um retorno de Rui Falcão à capital federal para tratar do assunto.

Para o vice-presidente estadual da legenda, Bruno Ribeiro, a indefinição do governo causa preocupação no grupo. “Isso nos preocupa, mas mantemos a confiança. Tem um grau de tensão. Demos uma vitória política importante, mas também queremos prioridade na execução de propostas”, declarou.

O diretório estadual acredita que, apesar do resultado das urnas no primeiro turno das eleições deste ano, em que não conseguiu eleger nenhum deputado federal, reduziu a bancada estadual e não elegeu o candidato ao Senado, João Paulo, o partido recuperou-se na segunda etapa do pleito, dando a Dilma a maior vitória proporcional do País, com cerca de 70% dos votos.

Ocupar cargos de destaque no governo federal seria uma forma de fortalecer o partido no Estado e ampliar a visibilidade da legenda para as eleições de 2016. “Precisamos desse suporte importante para dar visibilidade ao partido, que não terá representante na Câmara Federal”, complementou Teresa Leitão.

Apesar de não ter sido apresentada uma lista com as preferências de cada um, especula-se que Pedro Eugênio possa ser acomodado no Ministério de Reforma Agrária, Ferro na Chesf (atualmente controlada pelo PP) e Mozart retorne à Saúde ou ocupe alguma diretoria da Hemobrás.

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