Operação Eficiência

Operação que determina prisão de Eike mira propinas a Cabral

Foram expedidos nove mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro

Estadão Conteúdo
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Publicado em 26/01/2017 às 7:52
Foto: Câmara dos Deputados/Agência Brasil
Foram expedidos nove mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro - FOTO: Foto: Câmara dos Deputados/Agência Brasil
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Estão sendo cumpridas pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (26), mandados de prisão preventiva, conduções coercitivas e buscas e apreensões no Rio de Janeiro. As diligências são parte da Operação Eficiência, segunda fase da Calicute, desdobramento da Lava Jato em solo carioca. 

Entre os alvos de prisão preventiva estão o empresário Eike Batista e o vice-presidente de futebol do Flamengo Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike.

Já preso, Cabral é alvo de outro mandado de prisão preventiva

A investigação mira pagamentos de propina envolvendo o ex-governador Sergio Cabral, que também é alvo de um mandado de prisão preventiva - o peemedebista já está preso em Bangu. Os outros alvos da operação são Sergio Castro, apontado como operador do esquema, Francisco Assis, o doleiro Álvaro Galliez, Thiago Aragão, ex-sócio da esposa de Cabral, e três pessoas ligadas a Cabral que também já estão presas - Wilson Carlos, Carlos Emanuel Miranda e Luiz Carlos Bezerra.

Além deles, o irmão de Cabral, Maurício de Oliveira Cabral Santos e Suzana Neves Cabral, sua ex-mulher, são alvos de condução coercitiva.

Todas as diligências tiveram origem nos desdobramentos da investigação sob tutela do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Na fase desta quinta-feira, as informações foram coletadas em dois acordos de colaboração que abordaram os detalhes do esquema de lavagem de dinheiro por trás dos desvios praticados pelo grupo do ex-governador Sergio Cabral.

Eike Batista deve se entregar à polícia quando voltar ao Brasil

Eike Batista está fora do Brasil e deve se entregar à polícia quando retornar ao país. A informação foi repassada pelo advogado dele, Flávio Martins, à GloboNews. A PF está na residência do empresário, onde também cumpre mandado de busca e apreensão.

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