SEGURANÇA

Em meio à crise de segurança, secretário afirma que trocas de comando na polícia são 'normais'

As alterações ocorrem às vésperas do Carnaval e em meio a ondas violentas de assaltos a terminais bancários, sensação de insegurança e medo na população, além do aumento nos índices de criminalidade

JC Online
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Publicado em 17/02/2017 às 17:35
Foto: Marcela Balbino/JC
As alterações ocorrem às vésperas do Carnaval e em meio a ondas violentas de assaltos a terminais bancários, sensação de insegurança e medo na população, além do aumento nos índices de criminalidade - FOTO: Foto: Marcela Balbino/JC
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O secretário de Defesa Social de Pernambuco Angelo Gioia, afirmou, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (17), que as trocas de comandos nas polícias militar e civil são mudanças normais, dentro da dinâmica esperada.

As alterações ocorrem às vésperas do Carnaval e em meio a uma onda violenta de assaltos a terminais bancários, sensação de insegurança e medo na população, além do aumento nos índices de criminalidade. Os comandantes das corporações vinham enfrentando pressão das entidades que representam, sendo as condições de trabalho e revisão dos salários as queixas mais constantes.

"Os dois comandos foram trocados dentro de uma programação nossa e no caso continua o processo de reestruturação de carreiras, com ganhos financeiros. São trocas normais, dentro da regularidade que se espera", afirmou.

O secretário divulgou ainda que o planejamento para o Carnaval será divulgado na próxima terça-feira (21).
"Esperamos que com essas medidas em relação à PM, por conta da reestruturação da carreira e dos salários, retomemos o trabalho a pleno vapor", declarou.

Durante a coletiva, o secretário explicou que o antigo comandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos D'Albuquerque, fez um pedido formal para deixar o comando. No lugar dele, assume o coronel Vanildo Maranhão, homem de caráter mais 'operacional', segundo Gioia. Já no posto do delegado Antônio Barros, que chefiava a polícia civil, assume o delegado Joselito Kehrle.

"O Doutor Antônio Barros esteve à frente da Polícia Civil por dois anos e cumpriu sua missão, fez seu papel, mas
trouxemos o delegado Joselito, que tem larga experiência em relação a homícidios. Além disso, num alinhamento em relação à Secretaria, visando reduzir a atuação de grupos que matam mediante pagamentos, daremos um direcionamento diferenciado nessas investigações", afirmou Gioia.

Segurança

Os policiais militares vinham realizando, desde dezembro, uma operação padrão como forma de protesto. Durante entrevista concedida ao programa Resenha Política, da TVJC, Gioia assegurou que a  crise na segurança pública no Espírito Santo, e o quadro semelhante que pode eclodir no Rio de Janeiro não ocorrerão em Pernambuco. Segundo ele,  iniciativas do Governo impediram que um cenário semelhante fosse vivido no Estado.

"Não podemos imaginar que em um Governo constituído fiquemos refém de grupos que portam armas. Polícia é tropa armada do Estado, por isso está sob égide de legislação específica e especial e regime previdenciário difereciado, com uma constituição que proíbe qualquer manifestação com conotação de greve. Não se pode ficar à mercê de movimento paredista, evitamos isso aqui e, certamente, nossas forças policiais estarão trabalhando dentro da legalidade", declarou.

Em janeiro deste ano, foram registrados 479 homicídios em Pernambuco, uma média de 15 por dia, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS). Só nos primeiros 31 dias do ano, ocorreram 196 assaltos a ônibus no Grande Recife, média de seis por dia. Já o Sindicato dos Rodoviários afirma que esse índice é superior.

De acordo com dados da categoria, foram 526 crimes nos primeiros 45 dias do ano, média de 11 a cada 24 horas.

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