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Judeus rejeitam palestra que seria feita por Bolsonaro, em São Paulo

O manifesto destaca o ataque às minorias feito pelo parlamentar e cita judeus mortos durante a ditadura militar brasileira

JC Online
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Publicado em 28/02/2017 às 15:20
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O manifesto destaca o ataque às minorias feito pelo parlamentar e cita judeus mortos durante a ditadura militar brasileira - FOTO: Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
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O deputado federal Jair Bolsonaro (PP) iria realizar uma palestra no clube A Hebraica, no mês que vem. Iria, pois mais de 3 mil judeus se reuniram e assinaram um manifesto contra a presença do parlamentar. A participação foi cancelada. 

O manifesto citava, dentre outras coisas, o ataque que o parlamentar profere contra grupos de minoria “entre as quais, nós, judeus, nos encontramos", diz o texto. "Ele é homofóbico, misógino, racista e antissemita por natureza e convicção. Idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar”, continua, lembrando também os judeus mortos durante o período de Ditadura Militar, como Vladmir Herzog. 

Rejeitado

Não é a primeira vez que Bolsonaro é malquisto pela comunidade judaica. Em 2015, ele foi desconvidado de uma palestra que iria realizar no Clube Monte Sinal, no Rio de Janeiro, após judeus rejeitarem o evento. Apesar disso, em maio do ano passado, ele esteve em Israel, junto com o pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, e foi batizado pelas águas do Rio Jordão. 

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