Programa Social

Ministro das Cidades diz que PT 'quebrou' Minha Casa Minha Vida

Para Bruno Araújo, o governo Michel Temer ressuscitou financeiramente o programa

Aline Araújo
Aline Araújo
Publicado em 03/03/2017 às 12:59
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Para Bruno Araújo, o governo Michel Temer “ressuscitou financeiramente” o programa - FOTO: Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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O Ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), avaliou que o governo Michel Temer está viabilizando a entrega de novos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida após situação que o programa foi deixado pela administração da presidente deposta, Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao Super Manhã, da Rádio Jornal, o ministro afirmou que o PT quebrou o programa, enquanto a gestão Temer está “ressuscitando”. Além disso, Bruno Araújo acredita que a discursão sobre a autoria do programa pouco importa, desde que a finalidade seja cumprida. "Não interessa a população a autoria, interessa a entrega", disse. 

Bruno Araújo ainda criticou o modelo utilizado pela gestão petista para administrar o Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, os habitacionais são muito populosos e são identificáveis em viagens aéreas, comparando com os Singapura em São Paulo. "Nós estamos entregando em Caruaru um habitacional de 4 mil unidades. Ou seja, falta de planejamento e governança. Raquel Lyra vai receber uma estrutura de uma cidade anexada a cidade, porque poderiam ter sido construído essa mesma quantidade, mas de forma pulverizada, em conjuntos com tamanhos específicos e distribuídos pela cidade", disse.

De acordo com o ministro, com as novas regras, só serão permitidos que 500 unidades habitacionais sejam construídas por empreendimento. "Vamos cuidar do Minha Casa Minha Vida agora do ponto de vista do humanismo, paisagismo e do urbanismo", falou. 

O ministro afirmou que as novas regras no programa Minha Casa Minha Vida vão atender de modo especial Pernambuco. Isso porque neste ano o programa vai dar atenção aos estados menos atendidos. "Tomei a decisão de, esse ano, o programa dar uma atenção especial para aqueles que tiveram menor atendimento. Pernambuco foi um dos Estados menos atendidos pelo programa e com esse novo regramento Pernambuco passa a ter uma atenção especial por parte do ministério", explicou. 

Saneamento 

Para Bruno Araújo, a universalização do saneamento do país só será possível com o capital privado e sem isso, mais de 80 anos seriam necessários. De acordo com ele, uma mudança na legislação está sendo preparada pela Casa Civil com o intuito de viabilizar melhorias no setor. 

“Saneamento é uma vergonha no país. E obviamente passa pela paciência sobre tudo de um governo que comece do zero a questão do saneamento. É um modelo desastroso. Só 5% é feito pela iniciativa privada”, disse.

 

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