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Maia marca instalação do Conselho de Ética da Câmara para esta terça

Mais cedo, Maia negou que a demora para que a nova composição do colegiado tome posse esteja relacionada aos desdobramentos da Lava Jato

Heitor Nery
Heitor Nery
Publicado em 10/04/2017 às 22:49
Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Mais cedo, Maia negou que a demora para que a nova composição do colegiado tome posse esteja relacionada aos desdobramentos da Lava Jato - Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou a instalação do Conselho de Ética para esta terça-feira (11) às 18 horas. Até o momento, PSDB, PTN e Solidariedade ainda não formalizaram suas indicações. O conselho é formado por 21 membros titulares. Amanhã deve acontecer a eleição para presidente e vice-presidente do colegiado.

Mais cedo, Maia havia prometido que determinaria a instalação do Conselho de Ética nessa semana. Ele negou que a demora para que a nova composição do colegiado tome posse esteja relacionada aos desdobramentos da Operação Lava Jato.

"Não está tendo cuidado nenhum, o Conselho de Ética continua trabalhando, tanto que julgou na semana passada o caso do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). Não há um prejuízo dos casos que estão em andamento", disse.

Indicações para o Conselho de Ética

O PMDB indicou dois membros da atual formação: Mauro Lopes (MG), que seguirá como titular, e Carlos Marun (MS), que continuará na suplência. Lopes já foi citado pelo ex-operador João Augusto Henriques por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, mas ele nega. Marun ficou conhecido por liderar a "tropa de choque" do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Casa.

O PMDB indicou para as outras duas vagas de titular Kaio Maniçoba (PE) e João Marcelo Souza (MA), filho do ex-presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (MA). Nas duas vagas restantes de suplente foram indicados Cabuçu Borges (AP) e Carlos Bezerra (MT), este último apontado como possível nome a integrar a lista dos políticos denunciados nas delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht.

Dos 21 membros titulares do colegiado, até o momento 15 foram formalizados pelos partidos. O PP, sigla que também está na mira dos investigadores da Operação Lava Jato, indicou Cacá Leão (BA) e Hiran Gonçalves (RR) como titulares. Covatti Filho (RS) e Ronaldo Carletto (BA) serão suplentes.

O DEM havia indicado Marcos Rogério (RO) como titular, mas decidiu colocá-lo na suplência, abrindo espaço para Elmar Nascimento (BA). O PTB indicou Sérgio Moraes (RS) - conhecido por ter dito que se lixa para a opinião pública - e o PRB oficializou Ronaldo Martins (CE), na vaga atualmente ocupada pela deputada Tia Eron (PRB-BA), dona do voto que sacramentou o andamento da cassação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O PT decidiu manter no conselho os atuais titulares Leo de Brito (AC), Valmir Prascidelli (SP) e Zé Geraldo (PA). No ano passado, o trio foi alvo de pressão de Cunha para que votasse contra a continuidade do processo por quebra de decoro parlamentar. O estreante da bancada este ano será o ex-líder Vicentinho (SP), indicado para suplência.

O PR manteve José Carlos Araújo (BA) - atual presidente do conselho - entre os titulares, além de Laerte Bessa (DF), da bancada da bala. Os suplentes da sigla são Jorginho Mello (SC) e Paulo Freire (SP). Já o PSD formalizou Sandro Alex (PR), atual vice-presidente, e candidato ao cargo de presidente do conselho. Sandro Alex deve disputar o posto contra Marcos Rogério.

O PDT terá na única vaga de titular Pompeo de Mattos (RS) e Ronaldo Lessa (AL) na suplência. O PPS, que tinha uma participação combativa no grupo e pró-punição dos representados, perdeu a única titularidade que tinha direito após a redistribuição das vagas entre os partidos.

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