Impeachment

Oposição protocola na Câmara pedido de impeachment contra Michel Temer

Dono da JBS teria gravado conversa do presidente Temer tentando comprar o silêncio de Cunha

JC Online com Estadão e UOL
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Publicado em 17/05/2017 às 20:27
Foto: Agência Brasil
Dono da JBS teria gravado conversa do presidente Temer tentando comprar o silêncio de Cunha - FOTO: Foto: Agência Brasil
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Minutos após a bomba de que o presidente Michel Temer teria sido gravado pelo dono da JBS para calar o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, alguns deputados federais, no plenário da Câmara, começaram a gritar a plenos pulmões pelo impeachment do peemedebista. Alessandro Molon (Rede-RJ), inclusive, protocolou um pedido de impeachment contra Temer. A informação da existência do áudio foi dada pelo jornal O Globo.

O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou o pedido de impeachment do presidente Michel Temer na Secretaria-Geral da Câmara por conta das revelações feitas na delação do empresário Joesley Batista, da JBS. Nas denúncias, Temer teria dado aval para que fosse comprado o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).

Pedido de impeachment

 

Outro que pediu a saída de Temer da Presidência foi o deputado Afonso Florence (PT-BA). "Se confirmada a veracidade do conteúdo (da gravação), acabou o governo", disse, ao UOL.

Bomba caiu no colo de Temer

Em texto publicado na noite desta quarta-feira (17) no site do jornal O Globo, o colunista Lauro Jardim informou que Joesley Batista, dono da JBS - a maior produtora de proteína animal do mundo -, teria gravado uma conversa com Michel Temer onde o presidente o autoriza a comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. O senador Aécio Neves também teria sido gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário.

Segundo Jardim, na gravação Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) para resolver um assunto da J&F, uma holding que controla a JBS. Depois disso, o deputado foi filmado recebendo R$ 500 mil encaminhados por Joesley. O empresário diz ao presidente que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para que ambos se mantenham em silêncio e ele responde: "tem que manter isso, viu?".

Em relação ao pedido de Aécio, Jardim diz que o montante foi entregue a um primo do tucano, cena que foi filmada pela Polícia Federal, que depois descobriu que o dinheiro foi depositado em uma empresa do senador do senador Zeze Perrella (PSDB).

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