POLÍCIA FEDERAL

Aécio Neves é alvo de nova etapa da Lava Jato

A PF está cumprindo mandados de busca e apreensão contra o senador, a irmã dele, Andrea Neves, e um homem apontado como braço direito de Cunha

JC Online
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Publicado em 18/05/2017 às 6:27
Foto: Reprodução/GloboNews
A PF está cumprindo mandados de busca e apreensão contra o senador, a irmã dele, Andrea Neves, e um homem apontado como braço direito de Cunha - FOTO: Foto: Reprodução/GloboNews
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) é alvo de uma nova etapa da Operação Lava Jato, nesta quinta-feira (18). A Polícia Federal está cumprindo mandados de busca e apreensão em imóveis do presidente do PSDB no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Nesta manhã, o STF determinou o afastamento dele do mandato de senador e de Rocha Loures (PMDB-PR) do mandato de deputado federal.

Andreia Neves, irmã de Aécio, e Altair Alves, ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também são investigados. A irmã do senador é alvo de um mandado de prisão em uma operação da Polícia Federal que acontece nesta quinta-feira (18). De acordo com o Estado de S. Paulo, Andrea ainda não foi localizada. A Polícia Federal acionará a Interpol, pois tem a informação de que ela estaria em Londres.

De acordo com a TV Globo, mais de 40 mandados foram expedidos. No Rio, carros da PF seguiram, por volta das 5h30, para endereços em Ipanema, em um apartamento de Aécio, em Copacabana, onde a irmã dele tem apartamento, e na Tijuca, casa de Altair Alves. Por volta das 6h15, outros agentes chegaram ao Congresso.

JBS

A operação ocorre um dia após o jornal O Globo divulgar que Aécio teria sido gravado pedindo uma quantia de R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para pagar despesas com sua defesa na Lava Jato. A gravação teria sido realizada pelo próprio empresário e entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O diálogo entre Aécio e Josley teria duração de 30 minutos. O encontro entre os dois teria ocorrido no dia 24 de março no Hotel Unique, em São Paulo. Aécio teria afirmado que que contrataria o criminalista Alberto Toron para defendê-lo na Lava Jato. Um nome que já havia sido citado à Josley através da irmã e braço-direito de Aécio Neves, Andréa Neves. O empresário, então teria aceitado pagar os custos de defesa do senador mineiro.

O jornal também apresenta detalhes da reunião. Josley perguntou quem seria o responsável por pegar as malas com pagamento. "Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança", propôs o empresário. "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho", respondeu Aécio Neves.

Aécio, então, teria indicado o seu primo Frederico Pacheco de Medeiros, para recolher o dinheiro. Frederico foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio Neves, e também um dos coordenadores da campanha de Aécio para presidente em 2014. O dinheiro foi entregue por Ricardo Saude, diretor de Relações Institucionais da JBS, que também é delator da Lava Jato. Quatro malas de R$ 500 mil teriam sido entregues.

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