Crise no PSDB

Bancada Tucana indica substituto de Aécio e quer saída de ministros

O indicado para assumir o partido é Carlos Sampaio, vice jurídico, de São Paulo

Editoria de Política
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Publicado em 18/05/2017 às 15:11
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O indicado para assumir o partido é Carlos Sampaio, vice jurídico, de São Paulo - FOTO: JC Imagem
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O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Ricardo Tripoli (SP), anunciou nesta quinta-feira (18/5) que, “diante da gravidade das revelações feitas pela imprensa sobre a delação dos proprietários da JBS, a bancada defende a saída do partido do governo Temer caso seja comprovado, por meio da divulgação dos áudios, o teor das transcrições de diálogos envolvendo o presidente Michel Temer”. A assessoria do ministro pernambucano Bruno Araújo ainda não confirma a saída dele do cargo, mas a carta de demissão, segundo o Estadão Conteúdo, já estaria pronta. Sobre Aécio Neves, a bancada do PSDB na Câmara espera que ele se licencie da presidência do partido até o fim do dia, assumindo interinamente um dos vices, Carlos Sampaio.


“No que diz respeito às denúncias feitas contra o presidente Temer, nós estamos aguardando e já solicitamos a quebra do sigilo para que haja comprovação. É preciso ter materialização. Se houver isso, a bancada solicita aos ministros que saiam do governo”, anunciou Tripoli.
Carlos Sampaio (SP), vice-presidente jurídico do PSDB, foi o escolhido para assumir interinamente a presidência da Executiva Nacional do partido no licenciamento de Aécio.
De acordo com o PSDB, “a decisão se deu diante da possibilidade concreta da saída do senador Aécio Neves (MG) do comando da legenda, que deve ser anunciada ainda hoje”. Pelo estatuto do partido, um dos vice-presidentes deve assumir o cargo em caso de vacância.
Promotor de Justiça, Sampaio iniciou a carreira política como vereador em Campinas em 1993, foi secretário municipal de Segurança Pública, duas vezes deputado estadual e atualmente está no quarto mandato como deputado federal por São Paulo, reeleito com 295 mil votos, ainda conforme o PSDB. Em 2013 foi líder da bancada tucana na Câmara do Deputados, função que voltou a exercer em 2015.
Para Tripoli, esse é um momento de enfrentamento e o PSDB não pode faltar ao Brasil. “É uma crise que agora também é institucional, mas, que passa por aspectos econômicos e sociais. Temos que pensar no país. Esta não é uma questão de governo, mas de Estado. Estamos aguardando a demonstração das provas para tomarmos essas medidas”.
O deputado afirmou que está conversando com o líder tucano no Senado, Paulo Bauer (SC). "Todas as decisões serão coletivas, “para que tenhamos o enfrentamento de todas essas dificuldades que se apresentam”.

 

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