Voto popular

Partidos ligados à esquerda entoam coro das Diretas Já

PT, PCdoB, PSOL, Rede e PSB, que defendeu o impeachment de Dilma, pressionam por eleições diretas para presidente

Franco Benites
Franco Benites
Publicado em 18/06/2017 às 9:26
Paulo Pinto/AGPT
PT, PCdoB, PSOL, Rede e PSB, que defendeu o impeachment de Dilma, pressionam por eleições diretas para presidente - FOTO: Paulo Pinto/AGPT
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Entre os partidos políticos, os mais interessados na eleição direta para presidente da República em 2017 são o PT, PCdoB, PDT, PSOL, PSB e Rede. Essas agremiações lançaram uma frente suprapartidária em favor das Diretas Já na primeira semana de junho e têm feitos movimentos para reforçar a proposta.

Desses partidos, o PSB foi o único que apoiou formalmente o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Embora participe do governo Michel Temer (PMDB) com o ministro Fernando Filho (Minas e Energia), os socialistas romperam recentemente com o peemdebista.

“É muito importante o PSB participar dessa frente, que remete um sentimento da sociedade. A gente tem que dar ao povo brasileiro a oportunidade de escolher o seu futuro”, afirmou o deputado federal socialista Danilo Cabral.

Já o deputado federal Tadeu Alencar era favorável à eleição indireta, mas mudou de ideia. “Ante a profundidade da crise só a escolha feita pela sociedade será capaz de pacificar o País. Ao contrário do que muitos dizem, as eleições diretas ao invés de violar a Constituição Federal, a prestigia”, declarou.

Para evitar passar a imagem de que o novo movimento de Diretas Já está relacionado apenas aos interesses partidários, os discursos têm sido feitos sempre no sentido de que a participação popular é quem irá conduzir as açõesm em prol de eleições diretas.

“A frente reconhece que cabe à sociedade civil organizada o protagonismo da luta pela convocação imediata de eleições diretas. O obstáculo à emenda da eleição direta é político e não jurídico. A base governista abusa das manobras legislativas para evitar a aprovação dessa emenda. Somente uma grande pressão popular pode nos devolver o direito de escolher qual o rumo que o País deve tomar”, defende a deputada federal e presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos.

O senador Humberto Costa, que tem participado dos atos realizados no País em favor da eleições diretas, segue a mesma cartilha. “A pressão popular é muito importante. Somente o povo na rua que pode pressionar o Congresso Nacional a decidir pelo Diretas Já”, enfatiza.

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