REFORMA TRABALHISTA

Planalto exonera mais uma indicação de senador que foi contra reforma

A retaliação do Palácio do Planalto se deu após declarações do senador pedindo a renúncia do presidente

Estadão Conteúdo
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Publicado em 22/06/2017 às 15:20
Foto: Beto Barata/PR
A retaliação do Palácio do Planalto se deu após declarações do senador pedindo a renúncia do presidente - FOTO: Foto: Beto Barata/PR
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O Palácio do Planalto mostrou nesta quinta-feira (22) disposição em continuar a retaliação ao senador Hélio José (PMDB-DF) por votar contra a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e depois dar declarações pedindo a renúncia do presidente Michel Temer. Nesta quinta, o Diário Oficial da União traz a exoneração de Aline Rezende Peixoto do cargo em comissão da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). De acordo com fontes do Planalto, a indicação era da cota do senador peemedebista.

Com o cargo de Aline, já são três os indicados de Hélio José a perderem o cargo. Os outros dois, que já haviam sido exonerados, foram Vicente Ferreira, que deixou a Diretoria Planejamento e Avaliação da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), e Nilo Gonsalves, que perdeu o cargo de superintendente do Patrimônio da União no Distrito Federal (SPU-DF).

Sem resposta

O senador não foi encontrado pela reportagem para comentar a continuidade da retaliação. Na quarta-feira (21), ao ser informado pelo Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) que o governo estava fazendo um mapeamento para seguir a punição ao infiel, Hélio José disse que considerava a medida "um absurdo" e que mostra que o governo "perdeu o juízo". "Se eles estão garimpando mais alguém para mandar embora, que tenha ligação comigo, isso é uma falta de respeito", disse na quarta.

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