LAVA JATO

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo são intimados a depor no STF dia 28

Senadora e presidente do PT é acusada de ter recebido R$ 1 milhão em esquema de corrupção da Petrobras

JC Online
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Publicado em 09/08/2017 às 15:00
Foto: Agência Senado
Senadora e presidente do PT é acusada de ter recebido R$ 1 milhão em esquema de corrupção da Petrobras - FOTO: Foto: Agência Senado
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O ministro Edson Fachin determinou que a senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann (PR) e o seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, irão ser ouvidos no Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 28 deste mês. Ambos são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de terem recebido R$ 1 milhão em propina durante a campanha de Gleisi ao Senado em 2010.

No despacho, Fachin determina que seja disponibilizada sala de audiência, com apoio de pessoal e equipamentos, para o ato a ser ali realizado pessoalmente por um dos juízes lotados no gabinete dele. O depoimento ocorrerá à tarde, a partir das 14h.

Com a morte trágica do ministro Teori Zavascki, o caso passou para as mãos de Fachin, responsável pela Lava Jato no Supremo.

Gleisi é uma das principais lideranças do PT no Senado e foi chefe da Casa Civil no governo da presidente Dilma Rousseff entre junho de 2011, quando Antonio Palocci deixou o cargo. Atualmente, ela é a presidente nacional da sigla.

A denúncia também envolve o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, que será ouvido no dia 30.

A acusação da Procuradoria surgiu após a delação premiada do advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccin, que confirmou repasses de dinheiro para a campanha da senadora.

Segundo Pieruccini, em 2010, ele foi orientado por Alberto Youssef a fazer quatro viagens de São Paulo a Curitiba (PR) para entregar dinheiro à campanha de Gleisi. À época, ele contou ter ouvido de Youssef que os valores "tinham sido acertados com Paulo Bernardo", marido de Gleisi e ex-ministro dos governos petistas.

Outro inquérito

Nessa segunda-feira (7), a Polícia Federal concluiu que a senadora e presidente do PT cometeu crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro durante a campanha ao Senado em 2014. O inquérito também tramita no STF, em segredo de justiça.

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