DECLARAÇÃO

Para Maia, candidatura de Lula é 'mais provável do que não'

O petista não conseguirá ser candidato caso seja condenado em segunda instância pela Justiça Federal. Ele foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo
Publicado em 28/08/2017 às 21:46
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O petista não conseguirá ser candidato caso seja condenado em segunda instância pela Justiça Federal. Ele foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro - FOTO: Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Leitura:

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 28, que considera a candidatura em 2018 do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "mais provável do que não". O petista não conseguirá ser candidato caso seja condenado em segunda instância pela Justiça Federal. Ele foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A declaração de Maia foi dada após pergunta sobre sua avaliação para o cenário eleitoral em 2018, em evento sobre renovação política em São Paulo, na sede do Insper. O presidente da Câmara disse ainda que o ex-presidente, caso seja candidato, vai fazer uma campanha mais radical à esquerda. "Ele vai querer criar um polo de radicalização para garantir a ida dele para o segundo turno", afirmou.

Bolsonaro

Maia comentou ainda que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) terá dificuldades em disputar a eleição presidencial do ano que vem, por não ter espaço em partidos políticos com considerável tempo de televisão e não contar com apoio de lideranças políticas regionais. "Ainda acho que nessa eleição a televisão será relevante. E também acho que é importante ter um aeroporto onde aterrissar durante as campanhas, não adianta fazer evento com 3 mil pessoas e não ter ninguém lá para fazer a campanha para você, é um desafio que o Bolsonaro tem nesse processo", analisou

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias