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Aliado de Temer, relator da CPMI da JBS recebeu doações da empresa

A CPMI vai investigar as operações da holding com o BNDES ocorridas entre os anos de 2007 e 2016

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 12/09/2017 às 13:14
Foto: EBC
A CPMI vai investigar as operações da holding com o BNDES ocorridas entre os anos de 2007 e 2016 - FOTO: Foto: EBC
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O deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) foi escolhido, nesta terça-feira (12), como o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará os empréstimos feitos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à empresa de Joesley batista, a JBS. Apontada como uma oportunidade de dissecar os envolvidos nas acusações contra o presidente Michel Temer, a comissão já inicia os trabalhos em meio a polêmicas. Marun recebeu doações da JBS no pleito de 2014, o montante doado chega ao valor de R$ 103 mil.

O grupo J&F, dirigido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, controla o frigorífico JBS e outras empresas. A CPMI vai investigar as operações da holding com o BNDES ocorridas entre os anos de 2007 e 2016.

 Segundo o sistema eletrônico de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral, Marun foi beneficiado com parte dos R$ 103 mil doados durante a campanha para deputado federal em 2014. Os valores foram repassados através de três pagamentos em cheque, inicialmente feitos para a senadora Simone Tebet (PDMB-MS) e Nelson Trad Filho, ex-prefeito de Campo Grande. 

O primeiro ato da CPMI foi eleger os senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Ronaldo Caiada (DEM-GO) como presidente e vice-presidente da comissão, respectivamente. Em seu primeiro discurso, Ataídes rechaçou qualquer questionamento sobre a CPMI ter como objetivo retaliar autoridades do Judiciário.

Reuniões

A CPMI da JBS tem reuniões nesta terça-feira (12) e na quarta (13). Já há mais de 60 requerimentos a serem analisados, entre eles, convite a Rodrigo Janot e convocação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, para prestarem depoimento.

 

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