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Cervejaria faz brincadeira com proibição de saída noturna de Aécio Neves

A cerveja Rio Carioca postou na sua página no Facebook mensagem em alusão à sanção do STF ao senador mineiro

Da editoria de Política
Da editoria de Política
Publicado em 29/09/2017 às 12:04
Foto: Reprodução/Facebook
A cerveja Rio Carioca postou na sua página no Facebook mensagem em alusão à sanção do STF ao senador mineiro - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook
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Após o Supremo Tribunal Federal (STF) afastar o senador Aécio Neves (PSDB) do cargo e aplicar uma punição proibindo o tucano de sair à noite nas ruas, uma marca de cerveja carioca resolveu aproveitar a determinação e tirou uma brincadeira nas redes sociais. "Se você está proibido de sair de casa, o app ajuda a achar um delivery de Rio Carioca", diz a mensagem divulgada pela cervejaria Rio Carioca na sua página no Facebook.

Na última terça-feira (26), a Primeira Turma do STF decidiu afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício de seu mandato. A medida cautelar foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas da empresa J&F.

Na quarta-feira (27), parlamentares da base e da oposição se movimentavam numa tentativa de reverter a medida. Alegando que o Poder Judiciário não pode prevalecer sobre o Legislativo, e recorrendo à Constituição para dizer que não é possível afastar um parlamentar no exercício do mandato, os senadores se mobilizam na tentativa de explicar que não se trata de defender Aécio e sim o próprio Senado Federal.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), avalia se decisão do STF deve ser levada ao plenário da Casa, a exemplo do que ocorreu com a prisão do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). O entendimento de aliados do tucano é de que, como há uma decisão pelo recolhimento noturno de Aécio, é possível aplicar artigo da Constituição que prevê a autorização dos demais senadores em caso de prisão de parlamentar.

OUTROS CASOS

Em maio, após o primeiro depoimento do ex-presidente Lula (PT) ao juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, a rede lojas Marisa também fez uma brincadeira nas suas redes sociais usando a política como pano de fundo. Na época, Lula atribuiu à esposa falecida, Marisa Letícia, o interesse na compra de um apartamento triplex no Guarujá, em São Paulo. Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo magistrado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No perfil do Instagram da marca, foi postada uma mensagem em alusão ao Dia das Mães. O texto diz que, caso as mães não recebam presentes, "a culpa não é da Marisa", no caso, a rede de lojas.

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