Tucanos

Betinho Gomes: Alckmin vai unir PSDB e construir alianças pelo centro

O deputado federal vê no novo presidente do PSDB uma referência para lidar com extremismos entre grupo pró e contra-Temer, que provocam racha no partido

Editoria de Política
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Publicado em 11/12/2017 às 14:19
Foto: Ananda Borges / Câmara dos Deputados
O deputado federal vê no novo presidente do PSDB uma referência para lidar com extremismos entre grupo pró e contra-Temer, que provocam racha no partido - FOTO: Foto: Ananda Borges / Câmara dos Deputados
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O deputado federal Betinho Gomes (PSDB), integrante do grupo do PSDB contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB), atribui ao novo presidente nacional do PSDB, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o papel de unificar o partido em torno de um campo de alianças de centro. A sigla ainda não decidiu se fechará questão a favor da Reforma da Previdência ou se desembarca da base aliada do governo. 

"A unidade do PSDB está sendo construída, embora seja natural que haja visões distintas nesse processo interno. No entanto, Geraldo Alckmin, a partir do momento que assume a presidência do partido, torna-se a grande referência e a nossa grande aposta. Ele vai presidir o PSDB, vai unir o partido e, certamente, vai construir um amplo campo de alianças pelo centro para que a gente possa enfrentar as posições mais extremadas do ponto de vista político que estão se apresentando neste momento". 

Durante a Convenção Nacional do PSDB no último sábado (9), Alckmin disse ser favorável ao fechamento de questão, o que obrigaria todos os deputados e senadores tucanos a votarem a favor da Reforma da Previdência, sob pena de serem punidos. Ele também defendeu abertamente a pauta econômica do governo Temer. 

A maior resistência está na ala jovem da legenda, ligada ao senador Tasso Jereissati (CE), que serão foco de pressão nos próximos dias. O senador exerce influência sobre aproximadamente 20 deputados, que têm em comum um pensamento: o de que seria mais fácil aprovar uma reforma conduzida por um governo com credibilidade e não o do presidente Michel Temer. Nem o retorno do ex-ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), às fileiras da Casa é avaliado como um reforço no convencimento do grupo, uma vez que o deputado baiano se distanciou da bancada no período em que esteve no Palácio do Planalto.

O PSDB manteve distância do "Centrão" que liderou o impeachment da presidente Dilma Rousseff (2011-2016), em meio a uma grave crise econômica, mas teve um papel-chave na construção do governo que se instalou depois. Agora se prepara para abandonar o gabinete de Temer e elaborar uma estratégia própria pensando nas eleições. Geraldo Alckmin tem se consolidado como principal nome para disputar a Presidência da República. 

"Alckmin é o caminho seguro para garantir a recuperação da economia, para ter um projeto de desenvolvimento para o país, cuidar da saúde, educação, segurança e, sobretudo, recuperar emprego e renda para a população brasileira. Estamos todos unificados nesse propósito", afirmou Betinho. 

Elias Gomes

Com pré-candidatura anunciada, o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias gomes (PSDB) conversou com Alckmin após a Convenção Nacional do PSDB em Brasília, realizada no último sábado (9), em Brasília sobre as eleições em Pernambuco. Segundo Elias, Alckmin deu apoio para que o tucano dê continuidade ao seu projeto. A condição seria o comprometimento do ex-prefeito com um discurso alinhado às novas propostas do PSDB. 

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