Lava Jato

Fernando Haddad é indiciado pela Polícia Federal por caixa dois

A Polícia Federal indiciou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 15/01/2018 às 10:39
Foto: Lula Marques / Agência PT
A Polícia Federal indiciou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro - FOTO: Foto: Lula Marques / Agência PT
Leitura:

A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) pelo crime de falsidade ideológica. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros cinco investigados também foram indiciados. 

Vaccari está sendo investigado pelos crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Outros quatro alvos são acusados de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O relatório de indiciamento foi enviado na semana passada à Justiça Eleitoral.

Fernando Haddad é alvo da Operação "Cifra Oculta", um desdobramento da Operação Lava Jato. A investigação apura crimes eleitorais e lavagem de dinheiro relacionados à sua campanha em 2012 para prefeitura municipal de São Paulo. A ação é um desdobramento da Operação Lava Jato.

O inquérito foi aberto em 25 de novembro com base na delação do empreiteiro da UTC Engenharia Ricardo Pessoa. O executivo afirmou em sua delação que teria feito o pagamento, por meio da empreiteira, de dívidas da chapa de Haddad da campanha de 2012 à prefeitura municipal de São Paulo, referentes a serviços gráficos no valor de R$ 2,6 milhões. A gráfica pertencia a familiares do ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, o "Chicão". A dívida teria sido operacionalizada por meio do doleiro Alberto Youssef, em transferências bancárias e dinheiro vivo. Segundo a PF, ele era "responsável por gerenciar a contabilidade paralela, à margem da legalidade, da empreiteira".

Gráficas

A empressa LWC Editora Gráfica Ltfd (EPP), mencionada na delação, aparece como fornecedora de serviços. Segundo relatório da PF, Zuleica Lopes Maranhão de souza e Gilberto Queiroz de Souza, em nome de quem estava a empresa na época dos fatos "são responsáveis pela prática de atos de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal apreendeu documentos na sede da gráfica Francisco Carlos de Souza Eirelli (EPP) e na residência de Gilberto de Souza que "reforçam essa conclusão".  

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias