Polêmica

Temer, Bolsonaro e Gilmar Mendes são temas de marchinhas do Carnaval de 2018

A composição 'Alô, Alô Gilmar', vem dos últimos habeas corpus concedidos pelo ministro, como no caso do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho

Maria Eduarda Bravo
Maria Eduarda Bravo
Publicado em 15/01/2018 às 10:34
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A composição 'Alô, Alô Gilmar', vem dos últimos habeas corpus concedidos pelo ministro, como no caso do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho - FOTO: Foto: Divulgação
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Com informações do Estadão Conteúdo

Cada vez mais, os políticos brasileiros se tornam alvos de críticas e protestos em composições de marchinhas carnavalescas. Só neste ano, o deputado federal Jair Bolsonaro, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella e o presidente Michel Temer surgiram como personagens do Carnaval de 2018. Dessa vez, o ministro Gilmar Mendes é 'homenageado' em pelo menos três novas marchinhas Kelly, que é autor de clássicos como "Cabeleira do Zezé" e "Mulata Iê-Iê_Iê". A composição 'Alô, Alô Gilmar', vem dos últimos habeas corpus concedidos pelo ministro, como no caso do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho; do ex-ministro dos Transportes Antonio Carlos Rodrigues, presidente do PR; e do empresário Jacob Barata Filho, o "rei do ônibus".

"A gente vive uma época do polarizada, tão direita e esquerda, que o Gilmar Mendes é o único personagem que pode unir todas as tribos. Ele pode ser motivo de brincadeira para quem está de qualquer lado do embate político", disse Thiago de Souza, um dos compositores dos Marcheiros.

  

 

Kelly enxerga potencial em Gilmar Mendes, mas diz não saber se a marchinha sobre o ministro irá se eternizar como "Cabeleira do Zezé" é outras. Para ele, o segredo do sucesso é acertar na dose da crítica. "É uma brincadeira de carnaval, não pode ofender e nem passar dos limites. A marchinha pode tudo, mas sem ser agressivo".

 

Outros políticos

Com a fama de utilizarem a política nas suas marchinhas carnavalescas, a Orquestra Royal, de Minas Gerais, divulgou nesta segunda-feira (8) uma composição em que cita o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Na letra, os compositores falam sobre posições políticas bastante polêmicas defendidas pelo parlamentar como a intervenção militar.

A composição continua com a frase: "É melhor Jair, Jair embora, sair correndo para a aula de história'. A canção vai terminando pedindo para que "ele leve junto o prefeito de São Paulo, João Dória, e a 'turma de idiotas' MBL, Crivela e Alexandre Frota".

  

 

No início desse mês de janeiro, o blog 'Gente Boa' do jornal O Globo divulgou que o nome do prefeito do Rio de Janeiro será estampado em alegoria de 'bunda gigante' no desfile da escola de samba Mangueira. Segundo a publicação, o nome do político estará no alto de um carro e cheio de celulite.

O enredo deste ano da escola - “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” - é uma crítica a Crivella, que cortou verbas dos desfiles e, recentemente, disse: “Não sou carnavalesco. Sou pastor e não tenho obrigação de gostar de carnaval”.

A Mangueira não será a única que utilizará a imagem de um político. A escola de samba do Rio de Janeiro Paraíso do Tuiuti terá um boneco gigante do presidente Michel Temer fantasiado de vampiro, em cima de um saco de dinheiro durante o desfile da escola. Segundo o jornal O Globo, Além do boneco do presidente, a escola trará símbolos que ficaram famosos nas manifestações políticas de 2016, comO o pato amarelo da Fiesp.

Ainda segundo O Globo, a escola carioca de samba Beija-Flor, também tratará de temas polêmicos. Durante a apresentação, em uma das alas os 'políticos' estarão vestidos de terno e gravata e contracenarão em celas e prisões utilizando tornozeleira eletrônica.

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