SEM PERIGO

Ministro da Justiça nega haver ameaças a magistrados que julgarão Lula

Segundo Torquato Jardim, há franca colaboração entre os órgãos de segurança estaduais e federais para 'garantir a ordem e a constitucionalidade' no dia do julgamento

Ana Roberta Amorim
Ana Roberta Amorim
Publicado em 19/01/2018 às 17:40
Foto: ABr
Segundo Torquato Jardim, há franca colaboração entre os órgãos de segurança estaduais e federais para 'garantir a ordem e a constitucionalidade' no dia do julgamento - FOTO: Foto: ABr
Leitura:

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse não ter sido informado sobre "ameaças concretas" a magistrados que julgarão Lula na próxima quarta-feira, 24, em Porto Alegre. Jardim falou com a imprensa no Palácio Piratini, na tarde desta sexta-feira, 19, após assinar um convênio com o governo do Estado do Rio Grande do Sul e o município de Charqueadas para a construção de um presídio federal.

Segundo o ministro, há franca colaboração entre os órgãos de segurança estaduais e federais para "garantir a ordem e a constitucionalidade" no dia do julgamento, classificado pelo próprio ministro como "histórico". No entanto, Jardim evitou detalhar as ameaças notificadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) - o Tribunal da Lava Jato.

"Não houve informação oficial. Estamos acompanhando o que está na internet para saber a plausabilidade", disse o ministro, evitando entrar no mérito sobre a origem das supostas ameaças.

Ainda assim, Jardim ressaltou haver "muito discurso agressivo prometendo ações ilegais".

Reforço na segurança

O governo federal colocou à disposição 130 homens da Força Nacional para atuar em Porto Alegre até o dia do julgamento. A Polícia Rodoviária Federal está mobilizada para fazer revistas em ônibus em todos os acessos à capital gaúcha. A Polícia Federal atuará na proteção dos magistrados. 

Ainda na tarde desta sexta, o ministro iria se reunir com o presidente do TRF-4 para tratar do esquema de segurança para o julgamento. 

O secretário estadual de segurança Pública, Cezar Schirmer, acompanha as reuniões. A Brigada Militar será responsável pela proteção de prédios públicos, além da segurança nas ruas. Schirmer destacou o esforço da secretaria em se reunir com movimentos sociais e partidos políticos no intuito de garantir que as manifestações sejam pacíficas.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias