Indefinição

PT adia prazo para apresentar proposta de apoio a outro partido

Grupo de Trabalho Eleitoral decidiu ampliar prazos do calendário ao analisar conjuntura política geral e processo de definição de candidaturas estaduais

JC Online
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Publicado em 24/02/2018 às 18:00
Foto: Reprodução / Facebook
Grupo de Trabalho Eleitoral decidiu ampliar prazos do calendário ao analisar conjuntura política geral e processo de definição de candidaturas estaduais - FOTO: Foto: Reprodução / Facebook
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A Executiva Nacional do PT tem um novo calendário que adiou os prazos das definições de candidaturas para as eleições de outubro. A primeira data da agenda está reservada para a apresentação de proposta de apoio a outro partido nas eleições presidenciais. Cabe aos diretórios estabelecerem os calendários nos seus estados de acordo com os prazos do calendário nacional. 

O Grupo de Trabalho Eleitoral do PT decidiu, com o aval da Executiva Nacional, ampliar o prazo "ao analisar processo de definição de candidaturas estaduais e a conjuntura política geral", diz informativo sobre o Calendário Alternativo. Essa pode ser uma estratégia do PT diante da indefinição sobre a participação do ex-presidente Lula nas eleições, depois de ter sido condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral da 4ª Região (TRF4) a 12 anos e 1 mês de prisão. 

As datas para a apresentação de proposta de apoio a outro partido passaram a ser a partir de 19 de fevereiro a 11 de maio deste ano. O Encontro de definição de tática eleitoral deverá ser realizado entre os dias 4 de março e 26 de maio. De 26 de março a 15 de junho é o prazo para a inscrição de pré-candidatos a governador e senador. Entre 9 de abril a 30 de junho, haverá a definição do método de escolha dos candidatos majoritários, que pode ser por meio de prévias, onde todos os filiados podem votar, ou se aprovado por 2/3 dos votos de seus membros, através de votação em urna no Encontro Estadual de Definição de Candidaturas, onde votam os dirigentes da sigla. 

A prévia para a escolha dos candidatos majoritários deverá ser realizada de 5 de maio a 8 de julho e caso haja segundo turno, de 19 de maio a 22 de julho. Os pré-candidatos a vice e a cargos proporcionais de deputado federal e estadual se inscrevem entre 7 de maio a 23 de julho. Por fim, há o encontro de definição de candidaturas de 17 de junho a 28 de julho.

Alternativas

O partido tem dois nomes apontados como possíveis plano B do PT, caso Lula seja presos, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner. Mas a última pesquisa da Datafolha divulgada no final de fevereiro mostrou que o percentual de eleitores que não votariam em um candidato apoiado por ele cresceu de 48%, em novembro, para 53%. 

A defesa do ex-presidente entrou com um habeas corpus preventivo no Superior Tribunal Federal (STF) para evitar a prisão em 2ª instância, mas teve seu pedido negado pelo ministro Dias Toffoli, que enviou o caso ao plenário. A decisão de pautar o assunto cabe à presidente da corte, Cármen Lúcia. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou neste sábado (24) não acreditar que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o habeas corpus preventivo a tempo de evitar uma prisão do petista.

Pernambuco 

Enquanto a militância do PT quer disputar o Palácio do Campo das Princesas, dirigentes petistas flertam com uma aliança com o PSB do governador Paulo Câmara. A vereadora do Recife Marília Arraes, o deputado estadual Odacy Amorim e o dirigente partidário José de Oliveira já se lançaram como pré-candidatos

Após o encontro entre o governador Paulo Câmara (PSB) e o ex-presidente Lula (PT) em São Paulo, na última semana, se consolidou no PT a ideia de que a Direção Nacional da sigla deve emitir uma orientação favorável a uma aliança com o PSB. Uma reunião fechada da cúpula do PT local no domingo tentou aparar as arestas internas para evitar “processos traumáticos” e costurou com o grupo que defende candidatura própria que não se deve bater de frente com a Nacional, já que a prioridade é o apoio ao ex-presidente Lula (PT), mas tentar construir um diálogo que leve em consideração o interesse local.

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