GOVERNO

A pedido de Temer, Marun desiste de pedir impeachment de Barroso

Segundo Marun, Temer colocou que não gostaria que isso se transformasse numa ação de governo

Amanda Azevedo
Amanda Azevedo
Publicado em 12/04/2018 às 22:14
Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil
Segundo Marun, Temer colocou que não gostaria que isso se transformasse numa ação de governo - FOTO: Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil
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O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta quinta-feira (12) que desistiu da ideia de apresentar um impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso, a pedido do presidente Michel Temer.

"O presidente entende que não há como, não é o fato de eu me licenciar, e apresentar esse pedido de impeachment na condição de parlamentar, que vai afastar a impressão de que isso seria uma ação de governo", destacou.

Segundo Marun, Temer colocou que não gostaria que isso se transformasse numa ação de governo, pois neste momento o pensamento do governo é de "pacificação". Apesar de confirmar que não fará mais o pedido enquanto for ministro, Marun repetiu as críticas feitas a Barroso, e disse ter convicção de que o ministro do STF "tem desrespeitado a Constituição nas suas decisões e tem deixado com que suas preferências político-partidárias se revelem nas suas decisões".

Marun afirmou que o cumprimento da Constituição é o único caminho "para que o Brasil continue avançando" e voltou a dizer que Temer sofre "ataques" e "perseguições". "A perseguição é real. A conspiração contra Temer aconteceu, continua e se agudiza", afirmou.

Coronel João Batista Lima

O ministro tentou se esquivar de comentar a informação, revelada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, de que a esposa do coronel João Batista Lima Filho, amigo de Temer, pagou em dinheiro vivo uma reforma no apartamento de uma das filhas do presidente. A PF suspeita que a obra tenha sido paga com dinheiro de propina da JBS.

Lima foi preso por três dias no final de março, alvo da operação Skala. Sua esposa foi intimada a depor. "Não sei se fornecedor de serviço está dizendo a verdade; não tenho como afirmar que isso é verdade", disse.

"Vejo como mais um capítulo da perseguição contra o presidente", completou. Marun disse ainda que é preciso parar de considerar verdade tudo que os delatores falam. "Já aprendemos a navegar na tempestade", ponderou.

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