ELEIÇÕES 2018

'Planos B' de Lula evitam se colocar como alternativa ao Planalto

"O PT só aposta no presidente Lula. Não há outra discussão no partido", disse Fernando Haddad

Elaine Santana
Elaine Santana
Publicado em 12/04/2018 às 9:15
Foto: Nelson Almeida/AFP
"O PT só aposta no presidente Lula. Não há outra discussão no partido", disse Fernando Haddad - FOTO: Foto: Nelson Almeida/AFP
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Apontados como possíveis substitutos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad afirmaram nesta quarta-feira (11) em Curitiba, que o PT não trabalha com a possibilidade de um "plano B" na campanha.

"O PT só aposta no presidente Lula. Não há outra discussão no partido. No dia 15 de agosto, o PT vai registrar a candidatura em qualquer circunstância. Não há debate que não seja esse", disse Haddad, em entrevista coletiva após visitar o acampamento "Lula Livre", nas imediações do prédio da PF onde Lula está preso.

A Lei da Ficha Limpa, no entanto, prevê que políticos condenados por órgão colegiado, como é o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em crimes como corrupção e lavagem de dinheiro não podem disputar eleições. Mesmo assim, Haddad disse que, em agosto, o PT tem "um encontro marcado com a Justiça Eleitoral".

Também em visita ao acampamento, Wagner afirmou que seu plano é "L de Lula". "Eu sempre conversei com o Lula e com os companheiros da direção nacional do partido que qualquer discussão no âmbito do PT significa concordar com a interdição da candidatura do Lula. Então, entendo que não é hora de ficar construindo plano A, B, C ou D. Eu gosto de dizer que sou plano L, de Lula. Ou plano U, de único candidato para mim", disse o ex-governador da Bahia.

Ao analisar o quadro eleitoral sem Lula, Wagner avaliou que a transferência de votos para outro candidato à Presidência deve ser vista com ressalvas. "Eu já vi o Lula apoiar gente e não ser eleito para governador, prefeito. Então, não é tão automático", disse.

Estratégia

Na última segunda-feira (9) a executiva nacional do PT aprovou uma resolução na qual confirma que Gleisi será a porta-voz de Lula e diz que as negociações com outros partidos com vistas a alianças eleitorais serão decididas pela direção partidária.

O PT começa a enfrentar as primeiras dificuldades práticas em função da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido procura soluções para que Lula possa, de Curitiba, onde cumpre pena, avalizar pontos do programa de governo para as eleições presidenciais que está sendo elaborado em São Paulo.

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