INVESTIGAÇÃO

É prematuro opinar se houve lavagem de dinheiro, diz Maia sobre Temer

No Recife, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), diz que MPF e PF têm liberdade para investigar, mas que não há conclusão sobre possível lavagem de dinheiro por Temer

Paulo Veras
Paulo Veras
Publicado em 27/04/2018 às 17:24
Foto: Helder Torres/divulgação
No Recife, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), diz que MPF e PF têm liberdade para investigar, mas que não há conclusão sobre possível lavagem de dinheiro por Temer - FOTO: Foto: Helder Torres/divulgação
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Rodrigo Maia disse nesta sexta-feira (27) considerar ser prematuro afirmar se houve ou não lavagem de dinheiro por parte do presidente Michel Temer (MDB) no caso em que ele é suspeito de beneficiar empresas do setor portuário por meio de um decreto. Amigos de Temer vêm sendo investigados pela Polícia Federal, o que gera expectativa de uma possível terceira denúncia da procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o presidente.

Em pronunciamento, o próprio presidente negou o recebimento de propina para reformar imóveis e disse que ''não vão conseguir'' derrubá-lo. De acordo com Temer, existem pessoas de má-fé, tentando desestabilizar sua figura como presidente.

“É prematuro dar opinião se há ou não lavagem (de dinheiro)”, afirmou Maia. “De denúncia eu não vou tratar. Porque sou presidente da Câmara (onde a denúncia é votada), acho que não é bom. A gente precisa manter o equilíbrio para que o Brasil continue avançando. É claro que o Ministério Público e a Polícia Federal têm liberdade para investigar qualquer um. Eles estão avançando na investigação e ainda não chegaram a uma conclusão. Vamos aguardar para ver qual é a conclusão final da PF e depois do MPF sobre esse assunto”, explicou o presidente da Câmara, no Recife.

Em dia de agenda no Recife e em Salvador, na Bahia, Maia disse acreditar que há oportunidade para o crescimento de uma candidatura de centro, que consiga dialogar com partidos que vão do PT ao DEM, em referência a articulação que o levou à presidência da Câmara.

“O Joaquim Barbosa é um candidato que tinha 8% em dezembro e tem 8%. Não faz tanta diferença o número dele. Tem que se saber quando ele se apresentar, o 8% vai crescer ou não vai crescer? Isso vai depender do processo eleitoral ou não. Por exemplo, o Bolsonaro. Ele se antecipou muito, chegou a ter 22%, agora está em 14%. E pelas minhas pesquisas vai cair mais um pouquinho”, projetou Maia.

Candidaturas de centro

Questionado sobre a proposta do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) de unificar as candidaturas de centro-direita, o presidente da Câmara disse que levará seu projeto presidencial até o final. Ele prometeu dialogar com outros presidenciáveis “até porque a eleição tem dois turnos e cada candidato vai precisar do apoio do outro se for para o segundo turno”.

No discurso, Maia procurou se distanciar da polarização histórica entre PT e PSDB e disse acreditar que o Brasil vive um momento de renovação. Para ele, a população quer mudança e o espaço da política nacional deve começar a ser ocupado pela geração que não esteve diretamente relacionada ao processo de redemocratização na década de 80.

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