Congresso

Rodrigo Maia quer votar Cadastro Positivo na próxima semana

O Cadastro Positivo tornará obrigatória a participação dos cidadãos em um banco de dados de quem pagou empréstimos e financiamentos em dia

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 27/04/2018 às 9:33
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O Cadastro Positivo tornará obrigatória a participação dos cidadãos em um banco de dados de quem pagou empréstimos e financiamentos em dia - FOTO: Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
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Atualizada às 9h56

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) afirmou nesta sexta-feira (27), em entrevista ao programa Passando a Limpo da Rádio Jornal, que tem condições de votar o projeto que altera o Cadastro Positivo na próxima semana, após o feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador. A proposta faz parte do pacote econômico proposto pelo governo no início do ano legislativo e é considerada uma das principais medidas do Banco Central na área de crédito.

"Isso vai reduzir o litígio dos outros bancos para a sociedade. Vai ser criar um sistema onde você vai dar acesso ao crédito, porque não existe um cadastro de histórico de pagamento para a família. Pessoas ricas dão o patrimônio como garantia, mas a pessoa que não tem renda, a ínica coisa que tem na vida é a reputação para ir no banco pegar crédito", disse Maia. 

Pré-candidato à Presidência da República, Rodrigo Maia está em Recife nesta sexta (27) para participar do seminário “Educação em Debate”, promovido pela Fundação Liberdade e Cidadania e o Partido Democratas em Pernambuco. Também estarão presentes o  líder da bancada do DEM na Câmara, o deputado federal Rodrigo Garcia e o ex-ministro da Educação e deputado federal Mendonça Filho (DEM). 

Caso aprovado, o cadastro positivo tornará obrigatória a participação dos cidadãos no banco de dados que vai reunir informações sobre quem já terminou de pagar empréstimos e financiamentos e pagou em dia. 

Obstrução

Maia encerrou a sessão na Câmara na madrugada dessa quarta-feira (26) sem votar o projeto. Durante a sessão, líderes da base mobilizaram os deputados e começaram a fazer contas para ver se haveria o número necessário para aprovar a proposta. Por se tratar de um projeto complementar, a matéria tem de ser aprovada pela maioria absoluta da Casa - 257 parlamentares. Como a oposição está em obstrução desde a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 7, o governo não tem conseguido uma margem segura para colocar o texto em votação.

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