eleições 2018

Ciro diz preferir 2º turno com Haddad: 'Proteger Brasil do poço sem fundo'

Ciro considerou Haddad ''um democrata'' e disse que, mesmo sendo ''mais fácil'' derrotar Bolsonaro, prefere ''proteger o Brasil''

Elton Ponce
Elton Ponce
Elton Ponce
Publicado em 27/09/2018 às 9:31
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Ciro considerou Haddad ''um democrata'' e disse que, mesmo sendo ''mais fácil'' derrotar Bolsonaro, prefere ''proteger o Brasil'' - FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, disse nesta quinta-feira (27), em entrevista à Rádio Jornal, preferir uma eventual disputa de segundo turno com Fernando Haddad (PT), a quem considerou um 'democrata' como ele. Para Ciro, o embate protegeria o Brasil do ''poço sem fundo'' que, nas palavras do pedetista, é representado por Jair Bolsonaro (PSL), líder nas intenções de voto.

''É claro que eu deveria dizer que venha quem vier, mas precisamos proteger Brasil do poço sem fundo do Bolsonaro. Eu e o Haddad seria uma disputa entre dois democratas, duas pessoas respeitadas, que respeitam a democracia, as diferenças, portanto independentemente de ser mais fácil pra mim derrotar o Bolsonaro,  eu preferia, para proteger o Brasil, que fosse eu com Haddad,", disse Ciro.

De acordo com pesquisa CNI/ Ibope da última quarta-feira (26), há um empate no limite da margem de erro entre Haddad, com 42%, e Bolsonaro, 38%. Quando a disputa é com Marina Silva, Bolsonaro tem 40% e a candidata da Rede, 38%. O deputado, que lidera as intenções de voto no primeiro turno, fica atrás quando a disputa é com Alckmin (40% a 36%) e Ciro Gomes (44% a 35%). Ou seja, Ciro é o que vence Bolsonaro com maior margem de pontos.

Ouça a íntegra da entrevista 

PT e PSDB ''pais'' de Bolsonaro

"A confrontação do PSDB com o PT foi o que 'produziu' o Bolsonaro", disse Ciro Gomes. O ex-governador do Ceará comentou que reconhece o que Lula fez pelo país, mas apontou o PT como um dos culpados por "criar um clima de ódio muito perigoso para o Brasil", e atribuiu a responsabilidade também ao concorrente Geraldo Alckmin (PSDB), a quem se referiu como "o bagaço que gerou Bolsonaro".

Cancelamento de títulos

Ciro também aproveitou para criticar o cancelamento do título de mais de 3,4 milhões de eleitores que não realizaram o cadastramento biométrico obrigatório. Para ele, a decisão foi "mais uma aberração do judiciário" e "mexe com o direito sagrado do povo votar".

"É mais um golpe contra os pobres no Brasil. Esses aí [que tiveram o título cancelado], em sua esmagadora maioria, são pobres. Pessoas que dependem da política na questão social, de políticos que tem comprometimento com a educação do povo. Isso tudo foi mais uma violência contra os brasileiros", afirmou o pedetista.

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