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PSB fará oposição a Bolsonaro, não ao Brasil, diz João Campos

Em entrevista à TV JC, João Campos fala sobre a relação de Paulo Câmara e do PSB com Jair Bolsonaro

Paulo Veras
Paulo Veras
Publicado em 31/10/2018 às 18:32
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Em entrevista à TV JC, João Campos fala sobre a relação de Paulo Câmara e do PSB com Jair Bolsonaro - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Deputado federal mais votado em Pernambuco e dono de uma ascendência simbólica importante sobre o PSB, João Campos afirmou, em entrevista ao Resenha Política, na TV JC, que o partido não fará uma oposição irresponsável, embora vá se opor ao governo de Jair Bolsonaro. O socialista também disse esperar que não haja retaliação por parte do presidente eleito em relação ao governador Paulo Câmara (PSB), que apoiou Fernando Haddad (PT) na corrida presidencial.

"O povo vai querer saber da pauta da vida real, vimos uma campanha numa profundidade muito rasa, não vimos os principais problemas brasileiros sendo enfrentados. Faço essa crítica principalmente à candidatura de Jair Bolsonaro. Fernando Haddad estava à disposição dos debates, ficou o segundo turno pedindo debates. E quando termina a eleição, a vida de todo mundo volta ao normal, você quer uma escola que funcione, um sistema único de saúde que atenda aos brasileiros, quer ver a assistência social funcionando nos municípios, tudo isso demanda discussões sérias. O que é perigoso é que isso não foi discutido nas eleições, tudo vira novidade e a gente vai ter um papel atento na Câmara Federal, o PSB não vai fazer uma oposição irresponsável, não somos contra o Brasil, somos oposição a Bolsonaro", afirmou João Campos.

Bolsonaro e Paulo

Questionado sobre a relação entre Bolsonaro e Paulo Câmara, o socialista disse esperar que o diálogo se dê no ambiente federativo. "Espero que a gente possa cada vez mais viver os relacionamentos federativos independente das divergências partidárias, o povo de Pernambuco, temos 9 milhões de habitantes, não pode sofrer por conta de uma discordância ideológica entre o presidente eleito e o governador eleito. Por isso a gente tem que fortalecer o pacto federativo, a concentração de receita em Brasília é danoso para os municípios e os estados, que precisam ficar recorrendo constantemente a um apoio através de um ministério, através do governo federal, para viabilizar políticas públicas essenciais para o povo", explicou.

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