BOLSONARISMO

Bolsonarismo dependerá de atuação do governo Bolsonaro

Ao contrário do lulismo que, para o bem ou para o mal, já deixou uma marca, bolsonarismo precisará do governo Bolsonaro para se provar

Paulo Veras
Paulo Veras
Publicado em 11/11/2018 às 9:05
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ao contrário do lulismo que, para o bem ou para o mal, já deixou uma marca, bolsonarismo precisará do governo Bolsonaro para se provar - FOTO: Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Ao contrário do lulismo que, para o bem ou para o mal, governou o País por 13 anos e já deixou uma marca, o bolsonarismo precisará se provar quando assumir o poder, a partir do próximo ano, avaliam especialistas ouvidos pelo JC. “Está muito cedo para intuirmos o legado do bolsonarismo. Por hora, o que já se deve constatar é que ele colocou de ponta-cabeça a política tradicional fazendo ruir o sistema partidário eleitoral que dominou a Nova República”, diz o cientista político Antônio Lavareda.

Para o cientista político Adriano Oliveira, não é possível prever o legado de um governo que ainda não começou. “Só podemos especular. Quando Lula assumiu, nós não sabíamos que o legado dele seriam as políticas sociais. E hoje o lulismo é uma manifestação do eleitorado em resposta a essas políticas sociais. Qual pode ser a herança do bolsonarismo? Segurança pública eficiente, avanço econômico? Precisamos aguardar o início do governo. O bolsonarismo nada mais é do que uma manifestação insipiente contrária ao lulismo”, argumenta.

Futuro do lulismo?

Na visão de Adriano, o futuro do lulismo dependerá do sucesso ou não do governo Bolsonaro. Lavareda lembra, ainda, que o PT saiu da última eleição maior do que da disputa de 2016. “Paradoxalmente, o PT foi salvo e manteve a liderança no campo da esquerda pelo impeachment que interrompeu o governo Dilma, avaliado como ruim ou péssimo por 69% dos brasileiros. Seu maior desafio será consolidar novas lideranças, passar o bastão definitivamente a Haddad, por exemplo, afastando de vez na sua base a hipótese sebastianista inviável de ver Lula novamente como candidato”, alerta Lavareda.

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