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Moro diz que Bolsonaro não representa risco para a democracia

''Não vejo no presidente eleito um risco de autoritarismo ou risco à democracia'', declarou o futuro ministro

Amanda Azevedo
Amanda Azevedo
Publicado em 03/12/2018 às 14:03
Foto: CARL DE SOUZA / AFP
''Não vejo no presidente eleito um risco de autoritarismo ou risco à democracia'', declarou o futuro ministro - FOTO: Foto: CARL DE SOUZA / AFP
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O presidente eleito Jair Bolsonaro não é um risco para a democracia, afirmou nesta segunda-feira (3), em Madri, o futuro superministro da Justiça, Sérgio Moro, o principal nome da Operação Lava Jato. 

"Não vejo no presidente eleito um risco de autoritarismo ou risco à democracia", declarou Moro durante uma série de conferências de personalidades da direita latino-americana. 

Os críticos de Bolsonaro o consideram um perigo para a democracia por sua nostalgia da ditadura militar, embora durante a campanha tenha prometido ser "um escravo da Constituição". 

Ministro da Justiça

Moro, responsável pela prisão e condenação por corrupção e lavagem de dinheiro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aceitou ser ministro da Justiça e Segurança Pública do novo presidente. 

"Por um lado, aceitei a proposta (para entrar no governo) porque eu entendi os compromissos institucionais e democráticos do presidente eleito. E, em segundo lugar, porque eu vi isso como uma oportunidade para impulsionar a luta contra a corrupção no Brasil a partir de outra esfera de poder", argumentou Moro.

O ex-juiz também não teme que Jair Bolsonaro tenha uma política discriminatória contra as minorias depois de suas declarações racistas, homofóbicas e misóginas durante a campanha. 

"As pessoas às vezes fazem declarações infelizes (...), isso não significa que se traduzirão em políticas públicas concretas e não há nada que indique que serão adotadas políticas discriminatórias contra as minorias no Brasil", afirmou. 

"Eu nunca aceitaria uma posição no governo se visse o menor risco de discriminação contra as minorias", acrescentou.

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