PEDIDO NEGADO

Juiz nega liberdade a acusado de hackear autoridades

A liberdade foi negada pelo juíz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federa de Brasíia

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 12/08/2019 às 18:34
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A liberdade foi negada pelo juíz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federa de Brasíia - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, negou, nesta segunda-feira (12), pedido para soltar o investigado Danilo Cristiano Marques, um dos presos no mês passado pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de invadir os telefones celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades. 

A liberdade foi pedida pela Defensoria Pública da União (DPU), que alegou no processo que as acusações contra Danilo não têm relação com a quebra de sigilo das autoridades. Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que a prisão do investigado é necessária para não atrapalhar as investigações. De acordo com a PF, Danilo atuava em conjunto com Walter Delgatti Neto, que também está preso. 

"Ainda não foi esclarecido se os 60 chips encontrados com Danilo foram utilizados no procedimento empreendido por Walter para violação da intimidade das vítimas, e não se descarta a hipótese de que Walter obtinha os dados cadastrais das vítimas via invasão por aplicativo e repassava ao bando para a prática de estelionatos e fraudes bancárias", disse o juiz. 

Na mesma decisão, Ricardo Leite negou pedidos do jornal Folha de S.Paulo e da revista Veja para entrevistar Walter Delgatti na prisão. Leite também rejeitou pedido de Suelen Priscila de Oliveira, outra investigada presa, para deixar a penitenciária feminina em Brasília e ficar detida na Superintendência da PF. 

Os acusados estão presos na Operação Spoofing, expressão relativa a um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede, ou uma pessoa, fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

Entenda o caso

A Polícia Federal abriu a Operação Spoofing no dia 23 de julho e prendeu quatro suspeitos de invadir o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro. A ação foi determinada pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira. À noite, os suspeitos foram transferidos para Brasília, onde prestaram depoimento na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

Além de Moro, procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná foram hackeados. Supostos diálogos mantidos no auge da investigação entre eles e o então juiz Sergio Moro foram vazados e publicados pelo site The Intercept. Moro e os procuradores não reconhecem a autenticidade das mensagens a eles atribuídas.

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