após fala de janot

Presidente da OAB quer que STF reveja dispensa de revista

O pedido acontece depois que o ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, revelou ter entrado armado no Supremo em 2017 com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes

JC Online
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Publicado em 27/09/2019 às 13:19
Fotos: EBC
O pedido acontece depois que o ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, revelou ter entrado armado no Supremo em 2017 com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes - FOTO: Fotos: EBC
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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reveja decisão que dispensa revista de magistrados e promotores na porta do fórum. O pedido acontece depois que o ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, revelou ter entrado armado no Supremo em 2017 com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes. As informações são do site Jota Info.

“Em todo o Brasil, até hoje, só tivemos episódios de violência com essas duas classes que possuem porte e que de forma pouco republicana não se submetem ao detector de metais”, disse o presidente do Conselho Federal da OAB.

De acordo com Santa Cruz, o Tribunal de Ética e Disciplina do estado é responsável por avaliar e punir casos de desvios éticos de advogados. Janot é ligado à seccional de Minas Gerais, mas Santa Cruz acionou o grupo de ética da OAB nacional.

Entenda

"Recomendo que procure ajuda psiquiátrica". Foi com essa frase que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, encerrou a nota que responde à entrevista do ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot. O ex-chefe do Ministério Público disse ter ido à Suprema Corte armado para matar o ministro.

"Se a divergência com um ministro do Supremo o expôs a tais tentações tresloucadas, imagino como conduziu ações penais de pessoas que ministros do Supremo não eram", diz a nota.

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse nesta quinta-feira, 26, ao Estado que, no momento mais tenso de sua passagem pelo cargo, chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes. “Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar”, afirmou Janot.

Segundo o ex-procurador-geral, logo depois de ele apresentar uma exceção de suspeição contra Gilmar, o ministro difundiu “uma história mentirosa” sobre sua filha. “E isso me tirou do sério.”

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