Brasília

Após ser acusado de agredir jornalistas, Bolsonaro diz que evitará entrevistas

Presidente citou relatório divulgado pela Fenaj para justificar decisão

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 22/01/2020 às 15:21
Notícia
Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
Presidente citou relatório divulgado pela Fenaj para justificar decisão - Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
Leitura:

Habituado a conceder entrevistas diárias ao deixar o Palácio da Alvorada pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou-se a falar com jornalistas nesta quarta-feira (22). O militar da reserva disse ter interesse em falar com os repórteres que o aguardavam, mas que tem sido acusado de agredir representantes de órgãos da imprensa e, por isso, não se pronunciaria naquela ocasião.

"Eu queria falar com vocês, mas a 'Associação Nacional de Jornalistas' diz que, quando eu falo, agrido vocês. Como eu sou uma pessoa da paz, não vou dar entrevistas", cravou.

RELATÓRIO

O presidente referiu-se ao relatório "Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil", divulgado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Segundo o documento, Bolsonaro foi responsável por 58% das 208 agressões sofridas por repórteres e veículos de comunicação em 2019. Os ataques teriam sido feitos pessoalmente, no Twitter ou em lives em redes sociais.

O presidente chegou também a condicionar o retorno das entrevistas à retirada de um "processo", mas não explicou exatamente a que se referia. De acordo com o site do jornal O Globo, a Fenaj não apresentou nenhuma ação na Justiça contra Bolsonaro.

Newsletters

Ver todas

Fique por dentro de tudo que acontece. Assine grátis as nossas Newsletters.

Últimas notícias