DISCUSSÃO

Durante reunião, Paulo Câmara confronta Guedes sobre proposta de mudar ICMS dos combustíveis

O governador de Pernambuco disse que ''se implantou no imaginário popular uma saída rápida que não existe''

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 11/02/2020 às 14:03
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Foto: Reprodução/ Twitter Rui Costa
O governador de Pernambuco disse que ''se implantou no imaginário popular uma saída rápida que não existe'' - FOTO: Foto: Reprodução/ Twitter Rui Costa
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Nesta terça-feira (11), 22 chefes de Executivos estaduais reuniram-se em Brasília para o VIII Fórum Nacional dos Governadores. Durante o encontro, que contou com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, os gestores discutiram sobre a proposta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de alterar a forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em determinado momento da reunião, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), interpelou Guedes e afirmou que o debate sobre o assunto exige "muita serenidade".

"Hoje, infelizmente, a gente está vivendo um debate sobre a questão dos combustíveis que é fora do necessário e não tem saída rápida. Se implantou no imaginário popular uma saída rápida que não existe. O senhor sabe disso", disse Câmara.

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Proposta

No dia 2 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro comentou, no Twitter, que deverá encaminhar ao Legislativo uma proposta que altera a forma de cobrança do ICMS que incide sobre a gasolina e o diesel. A ideia é que a chegada dos cortes feitos nas refinarias, pela Petrobras, ao consumidor seja feita de forma mais rápida.

Na publicação, Bolsonaro indicou que a proposta vai sugerir que seja implantado um valor fixo de ICMS por litro e não sobre a média de preço cobrado nos postos, como é feito atualmente.

"Pela terceira vez consecutiva baixamos os preços da gasolina e do diesel nas refinarias, mas os preços não diminuem nos postos, por que? Porque os governadores cobram, em média 30% de ICMS, sobre o valor médio cobrado nas bombas dos postos e atualizam apenas de 15 em 15 dias, prejudicando o consumidor", escreveu o presidente.

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